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A pesquisa liderada pela Queen’s University Belfast, na Irlanda, encontrou milhares de “calcanhares de Aquiles” ou “vulnerabilidades do cancro” numa análise de mais de 700 tipos diferentes de células cancerígenas.
No futuro, esta descoberta pode ajudar a conter as células cancerígenas, usando medicamentos já existentes ou desenvolvendo outros novos.
O estudo, publicado na revista Nucleic Acids Research, indica que os novos medicamentos poderiam até ser usados para combater tipos de cancros resistentes aos tratamentos padrão atuais.
Para conduzir o estudo, os investigadores criaram um programa de computador chamado MultiSEp que analisa conjuntos de dados extensos e complexos, escreve o MedicalXpress.
Ian Overton, autor do estudo, referiu que “entender as impressões digitais moleculares do cancro pode ajudar a encontrar formas de direcionar medicamentos para os pacientes onde estes são eficazes. O estudo dá um passo em direção a tratamentos de cancro mais eficazes e personalizados, salvando vidas em última instância”.
Geralmente, os cancros têm muitas mutações que podem causar pontos fracos genéticos ou “calcanhar de Aquiles”. Frequentemente, tornam-se, por exemplo, mais perigosos ao sofrer mutações para interromper alguns genes protetores chamados supressores de tumor – deixando o tumor dependente de um gene reserva.
Portanto, “acertar” o gene reserva com um “martelo químico” pode matar as células cancerígenas, indica o estudo.
O novo programa identificou milhares de genes reserva em mais de 700 tipos diferentes de células cancerígenas, fornecendo a inteligência para projetar tratamentos mais eficazes na batalha contra o cancro.
Simon McDade, um dos autores do estudo, afirma que “esta pesquisa representa um recurso importante para investigadores em todo o mundo extraírem dados valiosos, mas também para que analisem dados genéticos de maneira fácil e mais eficiente”.
Já Mark Wappett, que liderou a pesquisa, indica que os “resultados fornecem à comunidade científica acesso a conjuntos de dados essenciais gerados por tecnologias de ponta e um kit de ferramentas para analisar dados”.
“Em última análise, esperamos que, ao aumentar o alcance desses dados, possamos agilizar tratamentos de cancro mais direcionados e eficazes”, remata o cientista.
https://zap.aeiou.pt/combater-cancro-tratamentos-404743
Uma equipa de investigadores conseguiu restaurar parcialmente a visão de um indivíduo cego usando uma nova terapia genética.
Um cego, que perdeu a visão devido a uma doença neurodegenerativa ocular há 40 anos, conseguiu recuperar parcialmente a visão graças a uma terapia genética experimental inédita, avança o Science Alert.
O indivíduo, de 58 anos, foi diagnosticado com retinite pigmentosa, uma doença da retina que causa a perda progressiva da visão, levando muitas vezes à cegueira. É, habitualmente, diagnosticada na adolescência ou em jovens adultos e acredita-se que afete aproximadamente dois milhões de pessoas em todo o mundo.
Neste caso específico, a degradação da visão significava que a sua acuidade visual estava limitada à perceção da luz: o indivíduo conseguia perceber a presença da luz e diferenciá-la da escuridão, mas não conseguia distinguir nada mais.
Como parte do ensaio clínico PIONEER, foi experimentada uma terapia optogenética – chamada restauração optogenética da visão -, que teve como base uma injeção de uma proteína que permite uma reação à luz no olho do doente.
Com a ajuda de óculos especiais – que estimulavam os olhos do paciente com rajadas de luz que correspondiam à forma e à posição dos objetos à sua frente – o indivíduo foi capaz de ver parcialmente.
“Os óculos estimuladores de luz capturam imagens do mundo visual usando uma câmara neuromórfica que deteta mudanças de intensidade, pixel a pixel, como eventos distintos”, explicaram os cientistas. Depois, “transformam os eventos em imagens monocromáticas e projetaram-nos em tempo real à medida que a luz de 595 nm pulsa na retina”.
O paciente – que anteriormente era incapaz de detetar visualmente qualquer objeto colocado à sua frente – foi capaz de perceber, localizar e tocar em vários objetos colocados em cima de uma mesa.
O portal explica que o indivíduo usava também um capacete eletroencefalográfico não invasivo (EEG), para fornecer aos investigadores uma leitura da atividade neuronal através do córtex.
“Os registos de EEG sugeriram que a atividade retinal evocada pela estimulação optogenética da retina se propaga para o córtex visual primário e modula a sua atividade”, escreveram os autores do artigo científico, publicado esta quarta-feira na Nature Medicine.
Apesar de a técnica se encontrar numa fase muito inicial e serem necessárias mais pesquisas, os cientistas sublinham que os sinais são muito promissores.
O indivíduo foi também capaz de identificar e contar o número de listas brancas de uma passadeira, fora do laboratório. “Posteriormente, o paciente testemunhou uma grande melhoria nas atividades visuais diárias, como detetar um prato, caneca ou telefone, encontrar um móvel num quarto ou uma porta num corredor, mas apenas com o uso dos óculos”, relata a equipa.
Os cientistas terminam afirmando que o “tratamento com a combinação de um vetor optogenético e óculos estimulantes de luz resultou num nível de recuperação visual neste paciente que, provavelmente, seria um benefício significativo na vida diária”.
https://zap.aeiou.pt/cego-recupera-visao-405005
Um curioso estudo acaba de revelar que as bebidas cor-de-rosa podem ajudar-nos a correr mais depressa, e até maiores distâncias, do que bebidas transparentes.
E se as escolhas saudáveis dependessem de uma cor? Uma equipa de cientistas da Universidade de Westminster, no Reino Unido, descobriu que as bebidas cor-de-rosa podem ajudar-nos a correr mais depressa, e até maiores distâncias, em comparação com as bebidas transparentes.
Além de aumentar o desempenho nos exercícios físicos em 4,4%, as bebidas cor-de-rosa podem também intensificar o efeito de “bem-estar”, fazendo parecer a atividade física mais fácil, escreve o Science Alert.
Neste estudo, os dez participantes correram durante 30 minutos numa passadeira, a uma velocidade à escolha dos próprios. Durante o exercício, foi-lhes solicitado que bebessem uma solução não calórica adoçada artificialmente: um líquido transparente ou a mesma solução com um corante alimentar cor-de-rosa.
As duas bebidas eram exatamente iguais e só diferiam na aparência. A escolha da cor recaiu no rosa por estar associado à doçura – aumentando, assim, as expectativas de ingestão de açúcar e de hidratos de carbono.
Os resultados mostraram que os voluntários que beberam a bebida cor-de-rosa correram, em média, mais 212 metros. Além disso, a sua velocidade média durante o teste aumentou 4,4%.
Os sentimentos de prazer viram também um incremento, com estes participantes a acharem a corrida mais agradável, revelado uma maior sensação de bem-estar.
Apesar de serem necessários mais estudos (até porque este conta com uma amostra muito pequena), os investigadores consideram que a cor pode ter gerado uma maior perceção de que os participantes estavam a ingerir açúcar ou hidratos de carbono, o que terá contribuindo para a maior eficácia do treino.
“As descobertas combinam a arte da gastronomia com a nutrição de desempenho, já que adicionar um corante cor-de-rosa a uma solução adoçada artificialmente não só aumentou a perceção de doçura, como também aumentou a sensação de prazer, velocidade de corrida auto-selecionada e distância percorrida”, reagiu o autor Sanjoy Deb.
https://zap.aeiou.pt/cor-bebida-atletas-correr-depressa-403994
As placas tectónicas podem ter surgido há 3,6 mil milhões de anos, de acordo com um novo estudo sobre alguns dos cristais mais antigos da Terra.
Em comunicado, os cientistas responsáveis por esta nova investigação explicam que foi possível descobrir a data de formação das placas tectónicas ao analisar cristais de zircão provenientes de Jack Hills, uma série de colinas na Austrália Ocidental.
Alguns dos zircões têm 4,3 mil milhões de anos, o que significa que existiam quando a Terra tinha apenas 200 milhões de anos. Os investigadores usaram estes minerais, bem como uns mais jovens (com três mil milhões de anos), para explorar o passado do planeta.
A equipa explica que testou mais de 3500 zircões, medindo a sua composição química com um espectrómetro de massa, o que revelou a idade de cada um. Destes milhares, apenas 200 encaixavam nos objetivos do estudo, ou seja, foram os que mantiveram as suas propriedades químicas de há muitos milhões de anos.
Na mesma nota, os cientistas referem que a idade de um zircão pode ser determinada com um alto grau de precisão porque contém urânio. É a sua natureza radioativa e a sua taxa de decomposição que lhes permite quantificar a idade de cada mineral.
Depois da análise, a equipa descobriu também um aumento acentuado nas concentrações de alumínio há cerca de 3,6 mil milhões de anos.
“Esta mudança de composição provavelmente marca o início das placas tectónicas modernas e pode potencialmente sinalizar o aparecimento de vida na Terra”, declara Michael Ackerson, geólogo do Museu Nacional de História Natural, em Washington, e líder da investigação.
“Mas ainda temos de fazer muitas mais pesquisas para determinar as conexões dessa mudança geológica com as origens da vida”, acrescenta o investigador, cujo estudo foi publicado, a 14 de maio, na revista científica Geochemical Perspective Letters.
Os investigadores associaram os zircões com alto teor de alumínio ao início das placas tectónicas porque uma das formas de como esses zircões únicos se formam é quando as rochas nas profundezas derretem.
“É realmente difícil transformar alumínio em zircões por causa das suas ligações químicas”, explica Ackerson, acrescentando que “é preciso haver condições geológicas bastante extremas”.
O investigador defende que este sinal de que as rochas estavam a ser derretidas mais profundamente, abaixo da superfície da Terra, significa que a crosta do planeta estava a ficar mais espessa e a começar a arrefecer, sendo um sinal de que estava a fazer-se a transição para as placas tectónicas modernas.
Agora, a equipa espera poder estudar outras formações rochosas tão antigas como esta para ver se também mostram estes sinais de espessamento da crosta terrestre há cerca de 3,6 mil milhões de anos.
https://zap.aeiou.pt/placas-tectonicas-3-6-mil-milhoes-anos-404006
Tsang Yin-hung, uma alpinista de Hong Kong, escalou o Evereste, a montanha de 8.848 metros, num tempo recorde de 25 horas e 50 minutos.
A alpinista de Hong Kong, Tsang Yin-hung, bateu o recorde da subida mais rápida ao Evereste feita por uma mulher, chegando ao topo em menos de 26 horas.
Até agora, a mulher mais rápida a conquistar o Evereste tinha sido a nepalesa Phunjo Jhangmu Lama, quando completou a escalada em 39 horas e 6 minutos.
Segundo o Raw Story, Tsang Yin-hung, de 44 anos, escalou a montanha de 8.848 metros num tempo recorde de 25 horas e 50 minutos. A alpinista “deixou o acampamento base às 13h20 de sábado e alcançou (o cume) às 15h10 do dia seguinte”, disse Gyanendra Shrestha à AFP.
Tsang precisa agora de apresentar a sua solicitação para que o recorde seja apresentado aos responsáveis do Guinness World Records.
No total, o Nepal entregou 408 autorizações de escalada em 2021, um número muito maior do que as pouco mais de 380 em 2019. A temporada de 2020 foi anulada por causa da pandemia de covid-19.
https://zap.aeiou.pt/recorde-subida-mais-rapida-ao-evereste-405820
A mudança para uma semana de trabalho de quatro dias poderia reduzir até um quarto as emissões anuais de gases com efeito de estufa do Reino Unido num período de quatro anos, afirma um relatório publicado esta quinta-feira.
O estudo, elaborado pelos investigadores da Platform para a associação 4DayWeek, afirma que a transição de uma semana de cinco dias de trabalho para uma de quatro, sem a perda de salário, “poderia reduzir a pegada de carbono do Reino Unido em 127 milhões de toneladas por ano até 2025”, o que significa uma redução de 21,3%.
Algo que equivale a mais do que toda a pegada de carbono da Suíça, afirma o documento.
A proposta chega num momento em que os sucessivos confinamentos contra a covid-19, com muitas pessoas a trabalhar a partir de casa, geram um interesse maior pela flexibilidade de trabalho e a conciliação familiar. Algumas empresas já testaram as semanas de quatro dias.
“Acho que isso é algo que todos podemos apoiar!”, escreveu no Twitter a ONG Greenpeace UK em reação ao relatório, enquanto a deputada do Partido Verde, Caroline Lucas, celebrou “uma ideia para a qual já está na hora”.
O relatório alega que uma semana mais curta representaria uma melhor economia de energia devido ao menor uso de equipamentos em escritórios e à redução dos deslocamentos em transportes.
Além disso, um horário mais reduzido permitiria levar um estilo de vida mais saudável, com menos consumo de fast-food e menos necessidade de atendimento médico, o que reduziria o uso de equipamentos de alto consumo energético, acrescenta o documento.
“Ao libertar um dia da semana para atividades não trabalhistas, também se dispõe de mais espaço mental“, destacam ainda os investigadores.
Atualmente, a média da semana de trabalho no Reino Unido é de 42,5 horas, afirma o grupo 4Day Week, que analisa uma redução para 32 horas em 2025.
Na Escócia, o Partido Nacionalista Escocês (SNP), que governa a região, também estuda a possibilidade de mudar o paradigma. A sua líder, Nicola Sturgeon, defende que isso promoveria um equilíbrio melhor entre a vida profissional e pessoal, e um maior nível de emprego.
O seu programa eleitoral para as legislativas regionais, que aconteceram no início de maio, prometia até a criação de um fundo de 100 milhões de libras (cerca de 116 milhões de euros) para ajudar as empresas que desejam colocar essa medida em prática.
https://zap.aeiou.pt/trabalhar-quatro-dias-semana-ambiente-405749
No coração da idílica região da Borgonha, em França, há uma das atrações mais misteriosas: um poço, aparentemente sem fundo, conhecido como Fosse Dionne.
A Fosse Dionne é, segundo o How Stuff Works, uma fonte cáustica que expele uma média de 311 litros de água a cada segundo, uma descarga extremamente alta, embora a velocidade dependa de estação para estação.
Na primavera, por exemplo, este “poço divino” é uma piscina circular de pedra cheia de água em tons de jóias: turquesa, âmbar e azul-celeste são as cores que pintam os minerais da fonte.
A água já foi usada pelos locais para cozinhar, tomar banho e até beber, mas também já motivou algumas lendas.
Na Idade Média, pensava-se que havia uma serpente a cruzar as profundezas da Fosse Dionne, com algumas pessoas a afirmar que se tratava de um portal para outro mundo.
A primavera é a estação do ano que mais merece destaque nos relatos dos milagres realizados pelo monge St. Jean de Rèome, no século VII. O monge terá encontrado um basilisco – uma criatura metade galo, metade lagarto – na fonte, mas matou-o, para que as pessoas continuassem a poder usar a água para beber.
Atualmente, a Fosse Dionne parece muito “civilizada” por fora: a bacia de pedra é cercada por um lavatório comunitário, construído no século XVIII para proteger as lavadeiras das intempéries enquanto lavavam as suas roupas. Abaixo da superfície da água, a fonte é tão selvagem quanto St. Jean de Rèome contava.
Apesar das lendas, há um mistério que permanece até hoje: ninguém sabe de onde vem a água da fonte.
O portal escreve que a água emerge de uma rede de cavernas subterrâneas de calcário. No entanto, salvaguarda, nenhum mergulhador foi capaz de encontrar a sua origem.
Aliás, muitos dos que tentaram, não voltaram com vida.
Em 1974, dois mergulhadores começaram a navegar pelo labirinto de câmaras e túneis estreitos da nascente e nenhum voltou para contar o que tinha visto. Em 1996, outro mergulhador tentou, mas também perdeu a vida na Fosse Dionne.
Em 2019, o mergulhador Pierre-Éric Deseigne explorou 370 metros de passagens e regressou à superfície para contar que não encontrou a fonte da fonte.
https://zap.aeiou.pt/a-fosse-dionne-em-franca-misterio-405491
O Facebook anunciou esta quarta-feira que deixará de proibir publicações que aleguem que o SARS-CoV-2 foi fabricado pelos humanos.
De acordo com o Observador, a rede social Facebook vai deixar de censurar publicações que mencionem a alegada origem humana da pandemia.
“À luz das investigações em curso sobre a origem da Covid-19, e após consulta com especialistas em saúde pública, vamos deixar de remover a alegação de que a Covid-19 teve origem humana ou foi fabricada nas nossas aplicações”, lê-se num comunicado da rede social.
“Continuamos a trabalhar com especialistas em saúde para acompanhar a evolução da pandemia e para atualizar regularmente as nossas políticas, à medida que novos factos e tendências emergem”, dizem.
O Facebook lançou uma campanha de desinformação relacionada com a Covid-19, já em abril do ano passado, que tem sofrido alterações contínuas ao longo do último ano.
Até agora, a alegação de que o coronavírus foi fabricado fazia parte de uma longa lista de alegações falsas proibidas na rede social.
Apesar disso, a rede social criada por Mark Zuckerberg continua a “expandir” os esforços para eliminar falsas afirmações sobre a covid-19, sobre as vacinas contra a condid-19 e ainda de todas as vacinas em geral.
Esta quarta-feira, um conjunto de países a nível global, incluindo a União Europeia e os Estados Unidos, pressionaram a Organização Mundial de Saúde para que continue a investigar as origens do coronavírus, depois de uma primeira tentativa ter sido feita no início do ano, com o envio, em janeiro, de uma equipa de investigadores à China.
https://zap.aeiou.pt/facebook-deixa-de-proibir-publicacoes-405438
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu hoje aos serviços de informações norte-americanos para “redobrarem os esforços” para tentar explicar a origem do novo coronavírus e exigiu um relatório num prazo de 90 dias.
“Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com os seus parceiros em todo o mundo para pressionar a China a participar numa investigação internacional completa, transparente e fundamentada em provas”, acrescentou o chefe de Estado norte-americano, lamentando a atitude de Pequim em relação a este dossier.
A teoria de que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) pudesse ter saído de um laboratório chinês em Wuhan, onde o vírus foi detetado no final de 2019, foi afastada, em fevereiro passado, pela equipa internacional de peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS) que esteve nesta cidade localizada na região centro da China.
A teoria voltou entretanto a estar no centro das atenções depois do Wall Street Journal ter publicado esta semana um relatório dos serviços de informações norte-americanos entregue ao Departamento de Estado, a que teve acesso, que revela que pelo menos três cientistas do Instituto de Virologia de Wuhan terão adoecido em novembro de 2019.
Este dado voltou a levantar a suspeita de que o SARS-CoV-2 possa ter escapado deste laboratório.
Na segunda-feira, a China negou que estes investigadores tenham adoecido, em novembro de 2019, com sintomas semelhantes aos provocados pelo novo coronavírus.
“Não houve nenhum caso de covid-19 naquele instituto no outono de 2019. A notícia é completamente falsa”, disse, na segunda-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian.
O relatório foi escrito nos últimos dias da administração de Donald Trump.
O documento ressalvou que os sintomas dos investigadores eram também consistentes com doenças sazonais comuns, segundo o Wall Street Journal.
A China informou a OMS que o primeiro paciente com sintomas semelhantes aos da doença covid-19 foi detetado em Wuhan em 8 de dezembro de 2019.
No entanto, vários epidemiologistas e virologistas acreditam que o novo coronavírus começou a circular na cidade de Wuhan em novembro de 2019.
O jornal norte-americano observou que o Instituto de Virologia de Wuhan não partilhou dados brutos, registos de segurança e laboratoriais sobre o seu extenso trabalho com novos coronavírus detetados em morcegos, que muitos consideram a fonte mais provável do vírus.
O relatório dos serviços de informações dos Estados Unidos considerou mais plausível a teoria de que o vírus terá tido origem natural, a partir do contacto entre animais e seres humanos.
No entanto, não excluiu a possibilidade de que a sua disseminação em Wuhan tenha sido resultado de uma fuga acidental do Instituto de Virologia de Wuhan.
A China tem negado repetidamente que o vírus tenha escapado de um dos seus laboratórios, tendo acusado hoje Washington de disseminar teorias de “conspiração” sobre as origens da pandemia.
https://zap.aeiou.pt/biden-relatorio-sobre-origem-virus-405473
Foram revelados detalhes sobre um plano secreto desenvolvido pelo ex-primeiro-ministro Winston Churchill, no final da II Guerra Mundial, para lançar uma operação militar contra a União Soviética (URSS).
De acordo com o documento CAB 120/691, divulgado pelo jornal britânico The Telegraph, em maio de 1945, poucos dias depois da Batalha de Berlim, Winston Churchill encarregou a sua equipa de elaborar um plano com o nome de código “Operation Unthinkable” (“Operação Impensável” em Português).
O objetivo seria fazer com que os Aliados, nos dois meses posteriores à rendição da Alemanha nazi, levassem a cabo uma ofensiva terrestre, aérea e naval de grande escala nos territórios ocupados pela União Soviética.
Tal como cita a rede televisiva RT, a operação visava impor à URSS “a vontade dos Estados Unidos e do Império Britânico” e Jeffrey Thompson, ex-comandante da Artilharia Real, que tinha experiência no Leste Europeu, foi encarregado de organizar esta ofensiva.
A tarefa de Thompson seria lançar um ataque surpresa às forças soviéticas, num prazo de oito semanas, cujo plano de batalha incluía empurrar o Exército Vermelho de volta para os rios Oder e Neisse, a cerca de 88 quilómetros a leste da capital alemã, com a ajuda das divisões britânica e norte-americana. “A data para o início das hostilidades será 1 de julho de 1945”, escreveu.
Ao ataque inicial deveria seguir-se um confronto de tanques num campo perto de Schneidemühl, a atual cidade de Piła, no noroeste da Polónia, numa operação que envolveria mais de oito mil veículos, entre forças norte-americanas, britânicas, canadianas e polacas.
No entanto, como o Exército soviético estava em superioridade neste território, Thompson reconheceu a necessidade de procurar outros pontos fortes, tendo feito a proposta extremamente controversa de rearmar unidades da Wehrmacht (Forças Armadas da Alemanha nazi) e da Schutzstaffel (organização paramilitar nazi mais conhecida por SS).
Além disso, o general defendeu a limitação das exportações de borracha, alumínio, cobre e explosivos para a URSS, o que, na sua perspetiva, enfraqueceria este Estado.
Na altura, revela o jornal inglês, o principal conselheiro militar de Churchill, o general Hastings Ismay, estava cético com este plano e terá ficado horrorizado com esta proposta de incluir as forças nazis na ofensiva, algo que considerou “absolutamente impensável para os líderes dos países democráticos”.
Ismay também lembrou que o Governo britânico tinha passado os últimos cinco anos a dizer à sua população que os soviéticos “tinham estado na maior parte dos combates e suportado um sofrimento indescritível”. Ou seja, na sua opinião, um ataque à URSS imediatamente depois da II Guerra seria um “desastre” para a moral do país.
O conselheiro do antigo primeiro-ministro acabaria por ser apoiado pelo comandante militar Alan Brooke, que pensava que as probabilidades de uma ofensiva bem-sucedida e rápida sobre a União Soviética eram quase inexistentes.
O desacordo dos líderes militares fez abortar esta “Operation Unthinkable”. Por sua vez, Churchill lamentou o desfecho, pois temia que, a qualquer momento, o Exército Vermelho lançasse uma ofensiva sobre a Europa, levando a uma III Guerra Mundial.
https://zap.aeiou.pt/plano-secreto-churchill-atacar-urss-405400
O ex-assessor de Boris Johnson afirmou, esta quarta-feira, no Parlamento, que o primeiro-ministro britânico chegou a considerar injetar-se com o novo coronavírus, em direto, na televisão, para mostrar que não havia nada a temer.
“Em fevereiro, o primeiro-ministro via isto como uma história de pânico. Descreveu isto como a nova gripe suína. A visão de vários agentes do número 10 de Downing Street era que, se o primeiro-ministro presidisse às reuniões COBRA [Comissão para as Contingências Civis] e dissesse a toda a gente ‘Isto é como a gripe suína, não se preocupem. Vou pedir ao Chris Whitty [Conselheiro Médico do Governo] para me injetar, em direto, na televisão, com o coronavírus para que todos percebam que não há nada a temer’, que isso não ajudaria num planeamento sério”, afirmou Dominic Cummings aos deputados.
Durante uma audição de mais sete horas com deputados das comissões parlamentares de Saúde e Ciência, o ex-assessor do chefe do Executivo disse que “é completamente absurdo que Johnson seja primeiro-ministro”.
Cummings, que cessou funções em novembro, lançou duras críticas ao Governo, descrevendo-o como “leões liderados por burros”, e disse que o secretário de Estado da Saúde, Matt Hancock, deveria ter sido demitido por mentir.
“O secretário de Estado da Saúde deveria ter sido demitido por pelo menos 15 a 20 coisas, incluindo mentir em várias ocasiões em reunião após reunião no Conselho de Ministros e publicamente. Disse repetidamente ao primeiro-ministro que deveria ser despedido.”
Porém, alegou Cummings, Johnson respondeu que iria manter o ministro “porque ele é a pessoa que será despedida quando acontecer o inquérito” público à gestão do Executivo sobre a pandemia.
Sobre o segundo confinamento, em novembro, o ex-assessor alega que Boris resistiu às recomendações dos cientistas para avançar em setembro e confirmou que o ouviu dizer que preferia ver “corpos empilharem-se aos milhares”, como noticiou a BBC.
“Ouvi isso no escritório do primeiro-ministro”, afirmou, dizendo ainda: “Essencialmente, eu considerava que ele era inadequado para as funções e estava a tentar criar uma estrutura em torno dele para tentar parar o que eu pensava que eram decisões extremamente más e empurrar outras coisas contra a sua vontade”.
Cummings também pediu desculpas pelos seus próprios “erros” e lamentou que “dezenas de milhares de pessoas que morreram não precisavam de ter morrido”.
Na sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns, Boris Johnson aproveitou para responder a estas revelações devastadoras.
“Gerir a pandemia foi uma das coisas mais difíceis que este país teve de fazer” e “nenhuma decisão foi fácil”, respondeu o primeiro-ministro, quando questionado pelo líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, sobre as críticas do ex-assessor.
“Ficar em confinamento foi traumático para este país, lidar com uma pandemia desta dimensão tem sido tremendamente difícil e, em todos os momentos, tentámos minimizar a perda de vidas”, acrescentou.
Instado pelo líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) no Parlamento, Ian Blackford, a pedir desculpa e assumir os erros cometidos pelo Governo, Boris Johnson acedeu.
“Assumo total responsabilidade por tudo o que aconteceu. Lamento sinceramente o sofrimento que o povo deste país experimentou. Mas o Governo sempre agiu com o intuito de salvar vidas, proteger o NHS [serviço público de saúde] e de acordo com os melhores pareceres científicos”, vincou.
Johnson negou ter minimizado a dimensão da crise sanitária no início ou ter sido “complacente” e desmentiu que o anterior chefe dos serviços civis, Mark Sedwill, lhe tivesse manifestado falta de confiança no ministro da Saúde.
Cummings foi considerado o arquiteto da campanha que resultou na saída do Reino Unido da União Europeia e o autor do slogan “Get Brexit Done”, que garantiu uma maioria absoluta nas eleições de dezembro.
Tornou-se depois o assessor com mais poder dentro do Executivo, decidindo muitas vezes quem tinha acesso ao primeiro-ministro, marginalizando deputados e até outros membros do próprio Governo.
Porém, ficou enfraquecido quando foi tornado público que tinha conduzido centenas de quilómetros até ao norte de Inglaterra após contrair covid-19, violando as regras de confinamento nacional.
https://zap.aeiou.pt/boris-injetar-se-coronavirus-em-direto-405413
George Henríquez está a fazer história na luta pelos direitos das populações negras e indígenas na Costa Atlântica. O nicaraguense é o primeiro candidato presidencial negro do país.
Henríquez tornou-se um alvo da polícia, uma vez que é um dos principais ativistas no crescente movimento de oposição ao Presidente de Nicarágua, Daniel Ortega.
“Tenho a polícia constantemente em minha casa, durante a manhã, durante a tarde, durante a noite”, disse Henríquez numa entrevista por telefone à Vice. “E eles têm estas espingardas e AKs, ficam na frente da minha casa a garantir que eu não apareço para ajudar nalgum protesto ou assim”
A visibilidade que sua ambição traz à população afro-descendente há muito marginalizada da Nicarágua pode ajudar a quebrar preconceitos contra a sua comunidade.
Para se perceber um pouco a dimensão do preconceito, quando Henríquez anunciou a sua candidatura, José Manuel Urbina, aliado de um partido de direita, publicou uma fotografia de Henríquez no Facebook com a descrição: “Candidaturas: A Nova Pandemia”.
“Que bárbaro! Que vulgar! Agora, até um primo do Bob Marley está a concorrer à presidência”, escreveu Urbina.
As suas rastas, brincos e roupas descontraídas batem de frente com o racismo estrutural que existe no país. Muitos pensam que pelo seu visual, George Henríquez não será um candidato sério, embora este tenha um mestrado em Género, Etnia e Cidadania Intercultural.
“Há racismo contra a população negra. Há racismo contra a população indígena. Há racismo contra a área geográfica a que você pertence”, disse Henríquez.
Para estas eleições, a oposição permanece dividida. Seis partidos reuniram-se para criar uma coligação de oposição e vão escolher um único candidato para concorrer contra o presidente, com Henríquez a representar inicialmente o partido indígena YATAMA.
Mas o processo de seleção foi marcado por lutas internas e o YATAMA saiu da coligação. Apesar de tudo, Henríquez não vacilou e permanece na corrida como independente.
https://zap.aeiou.pt/george-candidato-negro-nicaragua-405042
O Presidente da Bielorrússia respondeu com ameaças às sanções europeias, esta quarta-feira, e acusou o Ocidente de liderar uma “guerra gélida” contra o seu país.
“Estamos na primeira linha de uma de uma nova guerra, já não fria, mas gélida“, afirmou Aleksandr Lukashenko numa intervenção perante as duas câmaras do Parlamento bielorrusso, citado pela agência oficial BELTA.
Para o Presidente bielorrusso, foi “aberta uma guerra híbrida, a
vários níveis” contra o seu país, cujo objetivo é “demonizar” a
Bielorrússia.
“Somos um país pequeno, mas responderemos adequadamente. Há exemplos parecidos no mundo. Mas, antes de se agir sem pensar, há que recordar que a Bielorrússia é o centro da Europa e que, se aqui estalar algo, será uma nova guerra mundial“, avisou.
Lukashenko sublinhou que, diante de uma qualquer sanção, ataque ou provocação, a Bielorrússia “responderá com dureza”, avisando que o Ocidente “não está a deixar outra opção”.
“Vamos compensar as sanções com ações ativas noutros mercados. Vamos substituir a Europa, inexoravelmente envelhecida, pela Ásia, em rápido crescimento. A nossa sociedade está pronta para se tornar a nova Eurásia, o posto avançado da nova Eurásia”, acrescentou.
Por seu lado, o primeiro-ministro bielorrusso, Roman Golovchenko, disse ter já sido preparado um pacote de medidas de proteção para empresas e cidadãos, que consiste num possível embargo às importações de mercadorias do Ocidente e restrições ao seu trânsito.
Além disso, Lukashenko também alertou para a ideia de que a Bielorrússia pode enfraquecer o controlo sobre o tráfico de drogas e a migração ilegal, obrigando a que os europeus fiquem encarregados de assumir a totalidade do problema.
O Presidente bielorrusso avisou os que estão a preparar novas sanções contra a Bielorrússia para que “não se esquecerem de compensar” as despesas feitas por Minsk durante a investigação do incidente. “Isto tem de ser pago”, acrescentou.
Lukashenko voltou a defender que, no incidente da aterragem forçada do avião da Ryanair, as suas ações foram ajustadas ao enquadramento legal.
“Agi de acordo com a lei, defendendo as pessoas de acordo com todos os padrões internacionais”, disse, garantindo que as alegações de que o avião de passageiros foi forçado a pousar por um caça MiG-29 são uma “total mentira”.
O Presidente bielorrusso sustentou que a missão do caça bielorrusso foi garantir a comunicação com o avião de passageiros e conduzi-lo ao aeroporto de Minsk em caso de situação crítica.
Recorde-se que, na segunda-feira, os líderes da União Europeia decidiram banir as transportadoras deste país e solicitar às companhias aéreas europeias para evitar o espaço aéreo bielorrusso, exigindo ainda mais sanções contra o regime de Lukashenko.
Esta quarta-feira, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que iniciou esta quarta-feira uma visita oficial de dois dias a Lisboa, condenou o ato “ultrajante” de Minsk e apelou à “unidade da comunidade internacional” na resposta.
“Saúdo as sanções decididas pela União Europeia e a exigência da libertação imediata do jornalista Roman Protasevich e da sua companheira, Sofia Sapega. E a libertação de todos os restantes presos políticos, incluído da Union of Poles [União dos Polacos], uma organização que representa a minoria polaca no país”, insistiu.
Nesta conferência de imprensa conjunta, o primeiro-ministro português, António Costa, também considerou que o regime bielorrusso “ultrapassou todas as linhas vermelhas”.
“Claramente, acho que quem ultrapassou todas as linhas vermelhas possíveis e imagináveis foi a Bielorrússia e o Presidente Lukashenko. É preciso sentir-se muito ameaçado pelas forças democráticas internas para desencadear um ato absolutamente inimaginável ao permitir-se proceder a um desvio de um avião civil, que se desloca entre duas capitais europeias, duas capitais da NATO, com o exclusivo objetivo de deter um jornalista e a sua companheira”, declarou.
As autoridades bielorrussas detiveram, no domingo, o jornalista Roman Protasevich, depois de Lukashenko ter ordenado que o voo da companhia aérea Ryanair, que fazia a rota de Atenas para Vílnius, fosse desviado para o aeroporto de Minsk.
Protasevich, de 26 anos, é o ex-chefe de redação do influente canal Nexta, que se tornou a principal fonte de informação nas primeiras semanas de protestos anti-governamentais após as Presidenciais de agosto de 2020.
https://zap.aeiou.pt/lukashenko-sera-nova-guerra-mundial-405411
A Amazon comprou a MGM por 8,45 mil milhões de dólares. O objetivo passa por alargar o catálogo de filmes e séries do serviço Amazon Prime Video.
A Amazon chegou a acordo para comprar a Metro-Goldwyn-Mayer, mais conhecida por MGM, a empresa norte-americana de produção e distribuição de filmes e programas de televisão.
A Amazon pagou cerca de 8,45 mil milhões de dólares, passando agora a deter uma biblioteca de conteúdo que, segundo consta, consiste em cerca de 4.000 filmes e 17.000 horas de TV, escreve o The Verge.
Desta forma, o serviço Amazon Prime conseguirá potencialmente atrair mais subscritores, competindo com a Netflix e com a HBO. A Amazon diz que a aquisição “proporcionará aos clientes maior acesso” aos trabalhos da MGM.
Esta é a segunda maior aquisição da multinacional norte-americana, depois de ter adquirido em 2017 a rede de supermercados Whole Foods, por quase 14 mil milhões de dólares.
“O valor financeiro real por trás deste acordo é o tesouro da propriedade intelectual no profundo catálogo que planeamos reimaginar e desenvolver junto com a talentosa equipa da MGM”, disse Mike Hopkins, vice-presidente sénior da Prime Video e Amazon Studios, em comunicado. “É muito empolgante e oferece muitas oportunidades para uma narrativa de alta qualidade”.
Com a compra da MGM, a Amazon passa também a ser dona do canal de televisão por cabo Epix.
A MGM tem um portfólio variado, detendo os direitos de conteúdos dos franchises de James Bond e Rocky, para além de séries como The Handmaid’s Tale e Vikings.
https://zap.aeiou.pt/amazon-compra-mgm-405393
Um recente projeto de lei na Flórida quer proibir o Facebook e o Twitter de excluir políticos das suas plataformas.
O projeto de lei, aprovado pelo governador republicano Ron DeSantis na segunda-feira, quer proibir as redes sociais de banirem as contas de candidatos a cargos políticos na Flórida.
A proibição permite que o Comité Eleitoral da Flórida “imponha multas de 250 mil dólares” (cerca de 205 mil euros) por dia para candidatos a cargos estaduais e 25 mil dólares (cerca de 20 mil euros) por dia para cargos fora do estado. A proposta foi criada em fevereiro e recebeu o nome de SB 7072, uma abreviação para Senate Bill 7072.
De acordo com o governador, citado pelo The Verge, a proposta tem como objetivo aumentar a manifestação dos utilizadores, em vez de a reprimir.
Há, porém, um obstáculo: a lei pode entrar em conflito com a Primeira Emenda da legislação dos Estados Unidos que proíbe o Governo de compelir ou controlar a liberdade de expressão.
Além disso, muitas entidades ligadas às tecnologias encaram esta proposta como inconstitucional.
Os tribunais poderão revogar a lei devido à Secção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, que isenta as redes sociais de responsabilidade pelo conteúdo publicado, sendo o utilizador o responsável pelo que publica.
Mas Ron DeSantis não se deixa intimidar com esta possibilidade. “Nós agimos para assegurar que ‘nós o novo’ – os verdadeiros cidadãos da Flórida – tenhamos proteção garantida contra as elites de Silicon Valley”, disse, em comunicado.
https://zap.aeiou.pt/florida-proibir-twitter-banir-politicos-405221
Se você está tendo um dia ruim, lembre-se de que poderíamos de repente perder a existência devido a um experimento científico de uma civilização alienígena avançada que deu errado.

Isto é de acordo com o ex-presidente de astronomia de Harvard, Avi Loeb – famoso por insistir que vários fenômenos espaciais são evidências de vida alienígena – que escreveu em um novo artigo da Scientific American que um acelerador de partículas gigantesco e avançado poderia criar uma explosão de energia escura capaz de queimar tudo na galáxia à velocidade da luz. Se quisermos sobreviver, diz ele, devemos nos envolver em alguma diplomacia interestelar o mais rápido possível.
Loeb escreveu:
“Uma maneira de evitar uma catástrofe cósmica desse tipo é estabelecer um tratado interestelar, semelhante ao Tratado de Proibição de Testes Nucleares, assinado pela primeira vez em 1963 pelos governos da União Soviética, do Reino Unido e dos Estados Unidos.”
Loeb também está descrevendo uma explosão causada por um acelerador de partículas teórico que os alienígenas teóricos precisariam construir em uma escala maior do que o tamanho de todo o nosso sistema solar. Então, só para ficar claro, tudo isso é completamente hipotético.
Mas se tal dispositivo fosse construído dentro de nossa galáxia e ligado, ele poderia energizar uma ‘bolha de sabão’ de energia escura que se expandiria e destruiria tudo em seu caminho em uma onda de destruição cósmica, não diferente da arma principal da série de videogames “Halo”.
Loeb escreveu:
“Essa onda de calor seria motivo de preocupação? A má notícia é que não receberíamos nenhum aviso prévio antes que esse desastre cósmico nos atingisse na cara porque nenhum sinal precursor pode se mover mais rápido do que a luz para nos alertar sobre o risco.”
Ele ainda acrescentou:
“Mas talvez isso também seja uma boa notícia, uma vez que implica que qualquer devastação resultante ocorreria instantaneamente e seria tão surpreendente quanto o impactador Chicxulub foi para os dinossauros. Nunca saberíamos o que nos atingiu.”
Poucos dias atrás, depois de uma maré excepcionalmente forte, uma enorme “estrada” de pedra surgiu acima das águas do Oceano Pacífico.

A “estrada” de pedra parece ter sido feita de paralelepípedos gigantes. É feito pelo homem? Se sim, quem seria capaz de mover blocos de rocha tão grandes … E com que propósito? Ou foi apenas a Mãe Natureza?
Essas perguntas devem ser respondidas por especialistas em geologia.
O estranho acontecimento durou tempo suficiente para que os moradores surpresos da Ilha Sakhalin, no extremo leste da Rússia, imortalizassem a estrutura inesperada.

Como você deve saber, a Ilha Sakhalin é a maior ilha da Federação Russa e está localizada no Oceano Pacífico Norte e faz fronteira com as ilhas japonesas ao sul.
https://www.ovnihoje.com/2021/05/26/uma-misteriosa-estrada-de-pedra-gigante-surge-no-oceano-pacifico/
Um objeto misterioso caiu nas águas da Indonésia, mas as autoridades do país não foram capazes de localizá-lo até agora ou formular uma teoria sobre o que teria sido.

O objeto parece cair a uma velocidade muito lenta até desaparecer na água.
O autor do vídeo foi Asan Farades, um aluno de uma escola local, de onde voltou à noite após as aulas em um barco a motor. Quando algo começou a cair do céu, Asan reagiu e começou a filmar o incidente.
Asan disse em uma entrevista ao jornal local:
“O objeto parecia um balão sem gás e murchando ao cair. Caiu lentamente. Também não havia luz como um objeto voador não identificado ou meteoro.”
O vídeo também mostra as vozes de uma mulher e uma criança falando em maduriano. Eles também veem o objeto e dizem que não entendem que ele está caindo.
Os pescadores locais também viram o “balão”, os quais imediatamente saltaram para os barcos e correram para o mar em busca de troféus. Os balões, mesmo quando perfurados, tornam-se mais pesados que o ar, mas ainda assim permanecem mais leves que a água e tendem a flutuar. Além disso, o “balão” era bastante grande, não havia tempestade e o evento ocorreu na baía com uma altura mínima de onda – encontrar o “balão” demoraria alguns minutos. No entanto, os pescadores nunca encontraram nada.
Os bravos indonésios não desistiram e pretendiam continuar sua busca. Mas então os militares se aproximaram em navios da Guarda Costeira e convidaram os caçadores de balões a saírem o mais rápido e longe possível.
O objeto caiu na área do mar de Jangkar, na Indonésia, e as autoridades começaram uma busca de duas horas por sua possível localização, mas sem sucesso.
Os pescadores que participaram da busca participaram em uma entrevista ao detik.com. Eles disseram que podia ser tudo menos um balão. Lançar balões para férias na Indonésia é um passatempo muito popular. De vez em quando, eles caem e são imediatamente apanhados no mar.
Por outro lado, os pescadores também não têm muita certeza sobre os OVNIs, uma vez que os veem de vez em quando e sabem como eles são. Normalmente eles voam rápido e brilham, e se mergulham no mar, não entram na água verticalmente e lentamente.
O jornal também tentou questionar a polícia, mas a polícia apenas encolheu os ombros enquanto os militares também os expulsavam…
Assim, em termos gerais, a situação foi bem descrita por testemunhas oculares. Ou seja, o objeto é semelhante a um OVNI cilíndrico clássico, só que nunca voam dessa forma, deslizando perpendicularmente à superfície ao longo de seu longo eixo. Portanto, aqui, ao que parece, ou o OVNI foi abatido ou algo aconteceu a bordo, depois do qual ele caiu na água em uma pirueta.
https://www.ovnihoje.com/2021/05/26/objeto-misterioso-cai-do-ceu-para-dentro-do-mar-na-indonesia/
O encolhimento planetário ao longo de milhares de milhões de anos pode explicar a escassez de planetas com quase o dobro do tamanho da Terra.
Até ao momento, foi confirmada a existência de cerca de quatro mil exoplanetas a orbitar outras estrelas na Via Láctea. A partir desta constatação, os cientistas concluíram que há muito poucos exoplanetas com um tamanho de 1,5 a duas vezes superior ao da Terra a orbitar as suas estrelas. O fenómeno é conhecido como pequena lacuna do raio do planeta.
Novas pesquisas apontam que, provavelmente, estes exoplanetas já existiram, mas encolheram ao longo de milhares de milhões de anos.
A pequena lacuna do raio do planeta, identificada pela primeira vez em 2017, aplica-se a mundos do tamanho da Terra e mini-Neptunos, explica o Science Alert.
A equipa de Trevor David, astrofísico do Instituto Flatiron de Nova Iorque, nos Estados Unidos, estudou o fenómeno através das idades dos exoplanetas que se formam ao mesmo tempo que as suas estrelas.
A equipa selecionou vários corpos celestes com menos de dez vezes o tamanho da Terra registados no California-Kepler Survey, um projeto que mede de forma precisa as propriedades dos exoplanetas e das suas estrelas.
Depois, os investigadores dividiram os exoplanetas em dois grupos: os mais jovens, com menos de dois mil milhões de anos, e os mais velhos. Após a divisão, a equipa encontrou um padrão curioso.
Segundo o artigo científico, publicado recentemente no The Astronomical Journal, ao longo de milhares de milhões de anos, os exoplanetas diminuíram dramaticamente de tamanho, muitas vezes por causa da perda da sua atmosfera.
As causas são ainda desconhecidas, mas há duas teorias.
A primeira – conhecida por fotoevaporação – defende que a proximidade entre o planeta e a estrela contribui para a evaporação da atmosfera, devido à radiação estrelar.
A segunda teoria consiste no arrefecimento do núcleo do planeta e defende que o calor que escapa para a atmosfera ajuda a atmosfera a evaporar-se.
https://zap.aeiou.pt/exoplanetas-estao-a-encolher-403737O Parque Nacional de Yellowstone é conhecido pelos seus invernos rigorosos, mas um novo estudo mostra que os verões também estão a ficar mais intensos, sendo que agosto de 2016 foi classificado como um dos verões mais quentes dos últimos 1.250 anos.
As conclusões são de um novo estudo que se baseou em amostras de árvores de abeto Engelmann recolhidas em altitudes elevadas dentro e ao redor do Parque Nacional de Yellowstone, de modo a estender o registo das temperaturas máximas de verões.
A equipa, liderada por Karen Heeter, descobriu que os séculos XX e XXI, e especialmente os últimos 20 anos, foram os mais quentes dos últimos 1.250 anos.
A equipa também foi capaz de identificar vários períodos conhecidos de aquecimento no registo do anel das árvores.
“Se pudermos encontrar análogos históricos às condições de aquecimento que estamos a ver agora, isso é valioso”, referiu Heeter. “Os registos mostram que a década de 1080 foi extremamente quente e no século XVI, houve um período de calor prolongado durante cerca de 130 anos”.
Os períodos quentes do passado eram caracterizados por uma substancial variabilidade de temperatura, marcadamente diferente das tendências de aquecimento intenso e prolongado observadas nos últimos 20 anos.
O aquecimento atual pode trazer graves consequências para o grande ecossistema do Parque de Yellowstone, ao exacerbar secas, incêndios florestais e outros tipos de problemas do ecossistema.
O novo registo fornece dados cruciais para os cientistas que procuram entender melhor as relações entre o aumento das temperaturas e fatores ambientais.
“A tendência de aquecimento que começou por volta de 2000 é a mais intensa já registada. A taxa de aquecimento durante um período relativamente curto de tempo é alarmante e tem implicações importantes para a saúde e função do ecossistema”, alertou a especialista.
O estudo identificou ainda as tendências de temperatura da superfície no verão usando uma nova técnica de anel de árvore chamada Blue Intensity, revela o Science Daily.
“Ao contrário dos métodos tradicionais de anéis de árvores, a Blue Intensity dá-nos uma representação da densidade do anel”, referiu Heeter.
Desenvolvida na Europa no início dos anos 2000, a técnica Blue Intensity tem-se mostrado um método mais económico para avaliar a densidade dos anéis das árvores do que outros métodos, observa Robert Wilson da Universidade de St. Andrews, na Escócia, que não esteve envolvido no novo estudo.
As árvores de abeto Engelmann, encontradas em toda a América do Norte do Canadá ao México, e que foram usadas na pesquisa, são a “espécie perfeita para métodos de Blue Intensity devido à sua madeira de cor clara uniforme”, disse Wilson.
O abeto Engelmann também vive entre 600 e 800 anos e apodrece de forma relativamente lenta. O cenário imaculado do Parque Nacional de Yellowstone ofereceu a oportunidade de obter amostras de árvores vivas e mortas que datam de 1.250 anos.
Heeter e a sua equipa também estão a trabalhar na aplicação de métodos de Blue Intensity em mais regiões na América do Norte, especialmente nos estados do sul, onde pode ser difícil obter um forte sinal de temperatura a partir de dados tradicionais de anéis de árvores.
A equipa já disponibilizou o novo conjunto de dados a outros investigadores, adicionando-o ao International Tree-Ring Data Bank, que está publicamente disponível na NOAA.
https://zap.aeiou.pt/parque-yellowstone-mais-quente-404289