terça-feira, 31 de agosto de 2021

“Proibido urinar na direção da Rússia: ” Na Noruega, quem o fizer paga multa !

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A Noruega colocou um cartaz na fronteira no qual se lê: “Proibido urinar na direção da Rússia”. O objetivo é avisar os turistas que podem ser multados caso o façam.

A Noruega colocou um novo cartaz na fronteira fluvial do país com a Rússia que avisa os turistas para não urinarem na direção do país vizinho. A área está sob vigilância por guardas noruegueses que multam os infratores.

“A placa foi, provavelmente, colocada por pessoas bem-intencionadas para alertar os transeuntes contra o comportamento ofensivo”, disse o comissário da fronteira da Noruega, Jens-Arne Hoilund, à Agence France-Presse (AFP), confirmando a notícia avançada pelo Barents Observer, que publicou uma fotografia do novo sinal.

O responsável disse ainda que não tem conhecimento de quaisquer “eventos específicos dos últimos tempos” que levem à necessidade de tal sinal, afirmando que os guardas da fronteira estão frequentemente nesta área para alertar os visitantes.

“Urinar na natureza não é necessariamente ofensivo, mas depende do ponto de vista. Neste caso, cai sob a lei que proíbe comportamento ofensivo na fronteira“, explicou Hoilund, que revelou que as autoridades russas nunca reclamaram de incidentes de micção na fronteira.

Se o fizerem, os infratores enfrentam uma multa de 3.000 coroas suecas (aproximadamente, 290 euros).

A fronteira terrestre de 197,7 quilómetros da Noruega com a Rússia é, provavelmente, a mais pacífica das fronteiras externas da Rússia. Inalterada desde 1826, é também um sinal de paz.

https://zap.aeiou.pt/proibido-urinar-direcao-russia-noruega-427661

 

Angie, a influencer virtual que está a desafiar os padrões de beleza na China !

Angie, uma influencer virtual que apareceu no ano passado no “TikTok chinês”, tem tido muito sucesso entre os utilizadores, sobretudo devido às suas características reais.


Angie apareceu nas redes sociais chinesas no ano passado e poderia ser mais uma influencer como todas as outras. Mas a verdade é que esta jovem nem sequer é real. Angie é, segundo a cadeia televisiva CNN, uma “personalidade virtual imperfeita”.

Usa roupa simples, não esconde as borbulhas que ocasionalmente lhe aparecem na cara e não tem vergonha de bocejar em frente à câmara. O seu carácter genuíno está a ecoar no Douyin, a versão original chinesa do TikTok, onde já tem mais de 280 mil seguidores.

Angie é uma criação de Jesse Zhang, diretor de uma empresa de animação e de computação gráfica sediada em Shenzhen. O chinês estava à procura de uma forma de expressar a sua criatividade e achou que seria interessante criar uma personagem virtual com características imperfeitas – alguém que pudesse ajudar as pessoas a relaxarem e a sentirem-se mais positivas sobre si mesmas.

“Não achei que fosse ter sucesso tão depressa”, admitiu Zhang à CNN, considerando que a sua popularidade pode ser explicada pelos seus vídeos casuais e com um efeito calmante. “As suas características e detalhes têm um pouco do que é a ‘vida real'”, acrescentou.

Mesmo sabendo que não se trata de uma pessoa real, muitos dos seguidores de Angie já têm o hábito de contar como foi o seu dia nos dois chats criados no Douyin.

“Alguns fãs também me convidam para falar – eles têm alguns problemas ou estão a passar por dificuldades”, contou Zhang, que responde aos comentários todos os dias, como se fosse Angie, nos seus tempos livres.

Alguns seguidores dizem mesmo que Angie consegue animá-los ou ajudá-los a reduzir o stress perante as dificuldades do dia-a-dia.

“A razão pela qual gosto da Angie é que é mais realista do que muitas pessoas reais“, disse à estação norte-americana uma das suas seguidoras, Xiao Qi, uma millennial que vive na cidade de Chongqing, no sudoeste da China.

Mas também há quem não goste destas características reais desta influencer virtual. Alguns utilizadores desaprovam, por exemplo, as suas coxas largas ou as marcas de acne.

Segundo a CNN, estas críticas refletem muito o debate atual sobre os padrões de beleza na China. Embora haja sinais de que a mentalidade pode estar lentamente a mudar, a verdade é que as celebridades deste país ainda obedecem ao protótipo de mulheres magras e com uma pele perfeita, o que acaba por condicionar o pensamento das chinesas mais jovens.

https://zap.aeiou.pt/angie-a-influencer-virtual-que-esta-a-desafiar-os-padroes-de-beleza-na-china-427448

 

 

Agricultores estão a criar jardins circulares no Deserto do Saara !

Os agricultores senegaleses estão a construir a sua própria Grande Muralha para combater a desertificação e os efeitos das alterações climáticas – e será verde (e comestível).

Se sobrevoasse a cidade de Boki Diawe, uma cidade senegalesa localizada na fronteira com a Mauritânia, certamente saltariam à vista os jardins circulares, cuidadosamente planeados e recém-plantados, no meio do deserto, escreve a Interesting Engineering.

As várias hortas projetadas em forma de círculo, conhecidas na língua senegalesa como tolou keur, representam uma nova abordagem ao projeto “Muralha Verde” e foram idealizadas por Aly Ndiaye, um engenheiro agrícola senegalês.

A iniciativa – lançada em 2007 pela União Africana com o apoio da União Europeia, do Banco Mundial e das Nações Unidas – destinava-se originalmente à prevenção da desertificação com a plantação de uma faixa de árvores com cerca de 16 quilómetros de largura e oito mil quilómetros de extensão em toda a região do Sahel, desde o Senegal até Djibuti, a faixa mais árida localizada a sul do Deserto do Saara.

Contudo, o programa deparou-se com uma série de problemas – incluindo a dificuldade de plantar árvores na savana ressequida e a falta de financiamento – e, de acordo com estimativas da ONU citadas pela Reuters, o programa global só conseguiu plantar 4% dos 100 milhões de hectares de árvores inicialmente estabelecidos. Assim, atingir o objetivo até 2030, como previsto, poderá custar até 43 mil milhões de dólares.

Plantas e árvores resistentes a climas quentes e secos, como árvores de fruta de mamão, manga, acácia e sálvia, podem ser encontradas nos jardins, que já são cerca de duas dúzias no espaço de sete meses. Além disso, uma das filas interiores é mesmo dedicada às plantas medicinais.

Três meses após a sua conclusão, responsáveis pelo projeto visitam mensalmente (e durante dois anos) os tolou keur para verificar os progressos.

Mas, afinal, porque é que são plantadas num padrão circular? É que os canteiros circulares permitem que as raízes cresçam para dentro, retendo melhor os líquidos e as bactérias e melhorando, ao mesmo tempo, a retenção da água e a compostagem.

De acordo com a agência de reflorestação do Senegal, os jardins tolou keur têm prosperado desde o início do projeto, há sete meses, e visam aumentar a segurança alimentar – quando o Senegal teve de fechar a sua fronteira devido à propagação da covid-19, as aldeias tiveram de se tornar mais auto-suficientes – e reduzir a desertificação da região, criando ao mesmo tempo postos de trabalho.

“Estamos a plantar árvores para daqui a vinte anos as pessoas e os animais poderem beneficiar disso”, explica Kamara, de 47 anos, em declarações à Reuters.

https://zap.aeiou.pt/jardins-deserto-saara-sao-circulares-427109

 

Criado na Noruega o primeiro navio de carga autónomo e com zero emissões !


Uma empresa norueguesa criou aquele que diz ser o primeiro navio de carga do mundo que é totalmente autónomo e com zero emissões.

De acordo com a cadeia televisiva CNN, este não é o primeiro navio de carga totalmente autónomo (em 2018, a Rolls-Royce e a Finferries adiantaram-se na corrida com um ferry), mas, segundo os seus criadores, é o primeiro que é também totalmente elétrico.

Desenvolvido pela empresa química Yara International, o “Yara Birkeland” tem como objetivo reduzir as emissões de óxidos de nitrogénio, que são poluentes tóxicos e gases de efeito estufa, e de dióxido de carbono.

O navio foi criado em parceria com a tecnológica Kongsberg Maritime e o estaleiro Vard e será capaz de carregar 103 contentores e com uma velocidade máxima de 13 nós. Vai usar uma bateria de 7MWh, com “cerca de mil vezes a capacidade de um carro elétrico”, explicou Jon Sletten, responsável da fábrica da Yara em Porsgrunn.

Se tudo correr como o planeado, o navio irá fazer a sua primeira viagem entre duas cidades norueguesas antes do final do ano, sem tripulação a bordo. Os seus movimentos serão monitorizados a partir de três centros de controlo de dados, que ficarão em terra.

Sletten acrescenta que o navio será carregado no cais “antes de navegar para portos ao longo da costa” e depois irá voltar, “substituindo 40 mil viagens de camião por ano”.

De acordo com os dados da Organização Marítima Internacional, citados pela CNN, atualmente, a indústria naval é responsável por 2,5% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa. Por isso, alternativas como esta serão sempre bem-vindas.

https://zap.aeiou.pt/primeiro-navio-carga-autonomo-zero-emissoes-427414

 

Alibaba prefere fazer entregas com robôs: “Não fumam” !

A gigante chinesa Alibaba revelou o motivo pelo qual decidiu “recrutar” 1.000 robôs de entrega em todo o território chinês: eles não param de trabalhar para fumar.


A empresa de e-commerce Alibaba tem planos ousados para agilizar as suas entregas que envolvem 1.000 robôs de entrega em todo o território da China. Segundo a gigante chinesa, um dos pontos a favor dos dispositivos é o facto de nenhum deles fumar.

Segundo o The Register, os robôs de entrega do Alibaba têm o objetivo de resolver o problema da última “milha da logística”, o caminho entre o armazém e a casa do cliente. Normalmente, este trajeto é o que está sujeito a mais problemas, como o tráfego, erros humanos ou outros imprevistos.

A empresa argumenta que os robôs fazem viagens sem desvios ou pausas para fumar, e não correm o risco de se perder à procura de um apartamento.

Além disso, são capazes de prever os cinco a dez segundos de movimento seguintes das pessoas e dos veículos e usar essa análise para evitar colisões 99,9999% das vezes.

O sistema está atualmente em testes em campus universitários e complexos habitacionais, com o objetivo de aprimorar algoritmos para uma implementação mais ampla.

A tecnologia é programada para pegar nos pacotes num ponto de entrega e transportá-los até à casa do cliente. Os robôs usam caminhos e ciclovias, motivo pelo qual os testes estão a ser realizados nestes locais, onde há menos trânsito e os veículos andam mais devagar.

O tabagismo é um sério problema na China. Dos 1,4 mil milhões de habitantes do país, mais de 300 milhões fumam, o que equivale a mais de 20% da população.

https://zap.aeiou.pt/alibaba-entregas-com-robos-nao-fumam-427696

 

Em França, um bunker da II Guerra Mundial foi transformado num Airbnb !

Um bunker construído pelas tropas alemãs no norte de França, durante a II Guerra Mundial, foi restaurado e transformado num Airbnb subterrâneo.


Tal como recorda a cadeia televisiva CNN, a costa mais a norte de França ainda tem muitas das fortificações deixadas pelo exército alemão que, durante a II Guerra Mundial, construiu a chamada “Muralha do Atlântico” para tentar repelir os Aliados.

Em Saint-Pabu, na Bretanha, ainda existem vários bunkers que já se encontram semi-enterrados nas praias, numa área que outrora funcionou como uma estação de radar. Foi então que Serge Colliou decidiu arregaçar as mangas e pôr em prática a sua ideia.

O francês comprou um terreno à volta de um destes bunkers e passou 18 meses a cavar e a renovar a estrutura de 400 metros quadrados. Agora, o que já foi um refúgio das tropas alemãs transformou-se numa guesthouse que dá para oito pessoas.

“Adaptámos o bunker, mas conseguimos preservar aquela mística. Queríamos dar uma segunda vida ao edifício, não vamos viver no passado para sempre. Mas conservámos alguns aspetos, as pessoas conseguem perceber onde estão, há pistas históricas, mas também não é um museu”, explicou Colliou à estação norte-americana.

Entre as coisas do passado do Bunker L479, que abriu no ano passado, estão, por exemplo, capacetes, réplicas de armas e alguns sinais nas paredes.

Até agora, conta Colliou, tanto turistas alemães como franceses já ficaram lá hospedados. O preço ronda os 320 euros por noite.

https://zap.aeiou.pt/bunker-ii-guerra-transformado-airbnb-427685

 

Muitas pessoas estão a alterar a localização do iPhone para França - E há um motivo !

Há muitas pessoas a alterar a localização do iPhone para França, apesar de não morarem lá. O hack, que tem recebido muita atenção no Reddit, promete acelerar o desempenho do dispositivo.


O desempenho dos iPhones tem sido alvo de muita controvérsia. A mais recente prende-se com o facto de o desempenho do dispositivo ficar mais rápido se se alterar a localização para França.

Apesar de parecer bizarro, há uma explicação: a Apple foi multada em França por reduzir a velocidade, pelo que, neste país europeu, não é possível reduzir o desempenho dos iPhones antigos. De acordo com o GizChina, a empresa foi multada em 25 milhões de euros, no ano passado, por desacelerar deliberadamente dispositivos mais antigos.

Em 2017, a Apple confirmou que torna os dispositivos mais antigos lentos com o objetivo de aumentar o desempenho das baterias de iões de lítio à medida que envelhecem.

“Os componentes eletrónicos exigem uma voltagem mínima para funcionarem adequadamente”, escreveu a empresa numa nota publicada no site, explicando que as baterias mais antigas são menos capazes de fornecer a carga necessária para os novos sistemas.

No fundo, quanto os utilizadores faziam download de atualizações para os seus modelos mais antigos (a empresa alega que isso mudou a partir do iPhone 8), estavam também a fazer o download de um software que tornava os telemóveis mais lentos. Alguns chegaram a acusar a Apple de obsolescência programa.

Segundo o IFL Science, muitos utilizadores decidiram, então, definir França como localização do seu iPhone para desativar essa desaceleração. O processo é simples: basta aceder a Definições e depois a Geral, escolhendo no final Idioma e Região. Depois, só precisa de escolher Região e mudar para França.

Embora esta dica possa ser eficaz, pode também causar alguns problemas de bateria. Além disso, o telemóvel pode desligar repentinamente – o que pode ser mais irritante do que um iPhone lento.

https://zap.aeiou.pt/localizacao-do-iphone-para-franca-427388

 

“Amazonas de Daomé” eram o único exército de mulheres - As suas descendentes querem imortalizá-las !

 

Uma equipa de investigadores está a recorrer a descendentes das “Amazonas de Daomé” para recolocar o seu nome na História e imortalizá-las. 

O Reino do Daomé foi um reino africano (localizado na área do atual país de Benim) que existiu entre 1600 e 1904, quando o último rei, Beanzim, foi derrotado pelos franceses e o país foi anexado pelo império colonial francês.

Daomé era o lar de um exército totalmente constituído por mulheres, o único conhecido na História. Elas eram conhecidas como “medusas” ou “amazonas” e Daomé era muitas vezes comparado a Esparta.

Nanlèhoundé Houédanou quer que as pessoas saibam mais sobre estas guerreiras. Investigadores passaram décadas a vasculhar arquivos europeus e da África Ocidental para fazer um retrato a partir dos relatos de oficiais franceses, comerciantes britânicos e missionários italianos.

No entanto, escreve o The Washington Post, uma parte fundamental da sua existência foi esquecida com o passar dos anos: a sua humanidade.

Houédanou, de 85 anos, é uma das últimas pessoas vivas a ter crescido com uma “Amazona de Daomé”. A sua avodrasta era uma das temidas guerreiras do reino. Conseguia remover a cabeça de um homem com uma lâmina curva e escalar uma parede de espinhos, afiança Houédanou.

Ainda assim, apesar das atrocidades que era capaz de fazer, era uma pessoa “gentil”, defende. “Ela era conhecida por proteger as crianças”, acrescentou Houédanou.

Depois de a França conquistar o que hoje é o sul do Benim em 1894, os coloniais desmantelaram o exército de mulheres guerreiras, abriram novas salas de aula e não fizeram uma única menção às amazonas. Foram apagadas da História.

Agora, uma equipa de investigadores beninenses está a trabalhar para reformular a narrativa. Nos últimos três anos, têm rastreado descendentes de amazonas por todo o país. Encontrar os netos tem-se mostrado cada vez mais difícil.

Pouco foi documentado sobre estas guerreiras após a guerra. Aquilo que se sabia sobre elas foi circulando por passa-palavra.

“Estas histórias estão a morrer com as pessoas”, disse Serge Ouitona, investigador do projeto. “As amazonas eram poderosas. Elas tinham influência. Mas toda a gente parou de falar sobre elas depois da conquista colonial”.

Os investigadores querem agora elaborar um livro com relatos e factos sobre as “Amazonas de Doamé” para que possa ser estudado nas escolas e para que — nunca mais — caiam no esquecimento.

https://zap.aeiou.pt/amazonas-daome-descendentes-427701

 

Nem a cegueira e surdez travaram Sabire, a guardiã da última estátua de um ditador albanês !

Sabire Plaku, de 85 anos, está parcialmente cega e surda. A albanesa é a guardiã da última estátua de Enver Hoxha, o infame ditador do pequeno país do Báltico.


Uma estátua de bronze de Enver Hoxha, o tirano comunista mais temido e duradouro da Europa, está agora deitada de barriga virada para cima, escondida num estábulo na pequena vila montanhesca de Labinot Mal, na Albânia.

Enver Halil Hoxha foi primeiro chefe do Governo socialista da Albânia, ao qual serviu por quatro décadas. A Albânia era talvez o país mais patriarcal da Europa. As mulheres eram proibidas de herdarem qualquer coisa dos seus pais e eram discriminadas até mesmo em caso de morte.

Enver Hoxha criou um culto de personalidade que deixou a Albânia inundada de estátuas grandiosas, bustos de mármore e retratos gigantes em sua homenagem.

Os anos passaram e, com eles, a adoração pelo ditador. Sobra agora apenas uma estátua de bronze, desgastada pelo tempo e já fora do seu pedestal original. No entanto, ainda é vigiada dia e noite por Sabire Plaku, uma albanesa de 80 anos, parcialmente cega e surda.

“Na sua época, ele era um bom homem, mas já ninguém o quer”, disse Sabire em declarações ao The New York Times. “Eu protegi-o com todas as minhas forças”.

Todos os dias, Sabire dirige-se desde de sua casa até ao estábulo para se certificar que a estátua continua segura. Embora não tenha sido uma defensora acérrima das medidas de Hoxha, Sabire sente-se no dever de zelar pela que é quase certamente a última estátua intacta na Albânia.

Afinal de contas, o falecido ditador foi o homem que colocou a sua remota e agora abandonada aldeia no mapa. Foi lá que Hoxha assumiu pela primeira vez o comando do Partido Comunista da Albânia durante a Segunda Guerra Mundial e presidiu a fundação do Exército de Libertação Nacional, explica o Times.

Sabire é a guardiã do último legado de Hoxha, numa altura em que já nem o Governo se mostra interessado. O museu localizado na vila está em ruínas, com o telhado parcialmente destruído, mas o Governo não parece querer saber. É lá à beira do museu que fica o estábulo que guarda aquela que se acredita ser a última estátua de Hoxha.

A sua remoção foi orquestrada pelo próprio Governo. Muitos sugerem que essa foi a última vez que o Estado prestou tanta atenção à aldeia.

“Vamos colocá-la de volta”, disse Islam Balla, albanês de 72 anos ouvido pelo jornal norte-americano. “Equipas de filmagens virão e vão filmar-nos. Talvez então o mundo se lembre de que ainda existimos”.

Os únicos visitantes são alguns “fanáticos” que chegam uma vez por ano para colocar uma coroa de flores na base do pedestal da estátua tombada, conta Balla.

Ao contrário do seu Governo, Sabire mostra-se preocupada que os ladrões queiram roubar a estátua de bronze e derretê-la para vender na sucata.

Sabire conta agora com a ajuda da sua filha, Fatush Balla, de 66 anos. “Cumpri o meu dever”, disse à sua filha. “Agora é a tua vez de protegê-lo”.

https://zap.aeiou.pt/sabire-guardia-ultima-estatua-ditador-427759

 

Bolsonaro diz que brasileiros devem comprar armas para não serem escravizados !

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, voltou a estimular hoje que a população brasileira compre armas para não serem escravizados, reiterando o seu discurso pró-armas enquanto aumenta críticas ao poderes judiciário e legislativo do país.


“Tem que todo mundo comprar fuzil [espingarda] (…) Povo armado jamais será escravizado”, afirmou o Presidente brasileiro, enquanto falava com apoiantes em Brasília.

De seguida, o mandatário ainda ironizou as críticas à subida da inflação, dizendo saber que este tipo de arma tem um preço elevado.

“Sei que [um fuzil] custa caro. Tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”, afirmou.

O chefe de Estado brasileiro disse ainda que não quer interferir no poder judiciário nem no legislativo, mas afirmou que é “difícil governar desta maneira”.

“Tem ferramentas lá dentro [da Constituição] para ganhar a guerra. Tem gente que está do lado de fora. Difícil governar um país desta maneira”, disse Bolsonaro.

“O único dos poderes que é vigiado o tempo todo e cobrado sou eu”, acrescentou, em alusão ao seu cargo de Presidente e, portanto, chefe do poder executivo durante o período do seu mandato, que termina em 2022.

“O que acontece para o lado de lá não tem problema nenhum. Eu não quero interferir para o lado de lá, nem vou. Agora, tem que deixar a gente trabalhar para o lado de cá”, concluiu.´

https://zap.aeiou.pt/bolsonaro-brasileiros-comprar-armas-427731

 

 

Presidente argentino participou em festa durante confinamento - Agora, oferece metade do salário para não ser processado !

A Justiça argentina indiciou o Presidente Alberto Fernández, a mulher e nove convidados pela festa de aniversário da primeira-dama, em julho do ano passado, quando estavam proibidas reuniões sociais devido à covid-19.


“Considero que, neste estágio do processo, deve-se formalizar a investigação contra o Presidente, Alberto Ángel Fernández”, disse o procurador Ramiro González. Além do chefe de Estado argentino, a investigação inclui a primeira-dama Fabiola Yañez e nove convidados identificados em fotos e vídeos da festa.

O Presidente da Argentina disse não ter sido cometido qualquer delito na festa de 14 de julho de 2020, mas, caso a Justiça considere o contrário, propôs-se doar metade do salário durante quatro meses.

Fernández afirmou que “não houve nenhum caso concreto de contágio dos presentes nem de terceiros” e garantiu que foram respeitadas todas as medidas anticovid-19, com exceção de fotos, nas quais é possível ver os convivas sem máscara e sem respeitar o distanciamento social.

O chefe de Estado argentino ofereceu metade do salário durante quatro meses, num total de 630.518 pesos argentinos (5.500 euros) para não ser processado.

O Código Penal argentino admite o fim de um processo penal em troca de uma reparação, mas os funcionários públicos não estão incluídos nesta possibilidade de conciliação.

A conciliação não implica que o Presidente admita ter cometido um delito em violação do decreto que não só assinou e anunciou, mas em cuja elaboração também participou, como advogado.

O decreto de confinamento e imposição de uma série de restrições devido à pandemia da covid-19 aludia diretamente ao artigo 205.º do código penal argentino: “será reprimido com prisão de seis meses a dois anos aquele que violar as medidas adotadas pelas autoridades competentes para impedir a introdução ou a propagação de uma epidemia”.

Para Alberto Fernández, o decreto não foi violado ao organizar e participar numa festa, mesmo quando milhares de argentinos foram condenados ou ainda respondem em processo penal pelo mesmo motivo.

Em março de 2020, o Presidente alertou a população para as consequências de não respeitar as restrições em vigor consequências. Dias antes da festa de aniversário da mulher, Alberto Fernández voltou a avisar ao país: “Aquele que não cumprir a quarentena será perseguido penalmente”.

No dia da festa, o Governo tinha divulgado que “o aniversário da primeira-dama, por ser em plena pandemia, seria por ‘zoom’ e com máscaras”.

Em 2020, a Argentina manteve uma quarentena de 233 dias, que não impediu o contágio de 5,162 milhões de pessoas e 111.117 mortos devido à covid-19.

https://zap.aeiou.pt/alberto-fernandez-salario-evitar-preso-427552

 

Inteligência Artificial descobre novas crateras em Marte em apenas cinco segundos !

Uma equipa de investigadores da NASA treinou um algoritmo para identificar novas crateras na superfície de Marte. É oito vezes mais rápido do que os cientistas.


A dado ponto da sua vida já abriu um jornal ou uma revista e viu um daqueles jogos de encontrar diferenças entre duas imagens. Ora, a NASA decidiu fazer o mesmo e competiu com Inteligência Artificial para analisar uma imagem e identificar crateras recém-formadas em Marte.

Os cientistas precisavam de cerca de 40 minutos para analisar uma fotografia do solo marciano e procurar uma mancha escura que não estivesse nas fotos anteriores do mesmo local. Se os cientistas encontrarem indícios de uma cratera, depois é preciso confirmar a descoberta usando uma fotografia com maior resolução, captada pela High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE).

Comparando as duas fotografias, e procurando por crateras que anteriormente não estavam lá, os cientistas conseguem estimar a sua idade. Esta informação pode melhorar a sua compreensão da história de Marte e ajudar no planeamento de novas missões ao Planeta Vermelho, salienta o portal Big Think.

Em 15 anos, a sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, já tirou 112.000 fotografias de baixa resolução da superfície marciana, com cada uma a cobrir centenas de quilómetros. Não é preciso um curso matemático para perceber que este processo de identificar novas crateras é altamente demorado e exaustivo.

Delegar para a Inteligência Artificial (IA) tarefas entediantes tornou-se um costume com a evolução da tecnologia. Foi precisamente isso que os cientistas fizeram ao treinarem um algoritmo para fazer este trabalho por eles.

Ao contrário dos humanos, a Inteligência Artificial precisa apenas de cinco segundos para analisar uma fotografia. É oito vezes menos tempo do que um cientista da NASA.

Para acelerar o processo de aprendizagem do algoritmo, os investigadores executaram a IA num cluster de supercomputadores no Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA.

“Não seria possível processar mais de 112.000 imagens num período de tempo razoável sem distribuir o trabalho por muitos computadores”, disse o cientista de computação do JPL Gary Doran. “A estratégia é dividir o problema em partes menores que podem ser resolvidas em paralelo”.

Em outubro, a NASA confirmou que a IA tinha descoberto as suas primeiras crateras em Marte e, até ao momento, ajudou os cientistas a localizar dezenas de novos impactos.

“Os dados estiveram lá este tempo todo”, disse o cientista do JPL Kiri Wagstaff à Wired. “Nós é que ainda não os tínhamos visto”.

https://zap.aeiou.pt/ia-novas-crateras-marte-cinco-segundos-428075

 

Adeus, comprimido azul - Há uma dieta que ajuda a combater a disfunção eréctil !

Associada à hipertensão, a disfunção eréctil pode ser combatida com a adopção da dieta mediterrânica, segundo aponta um novo estudo. Esta dieta aumenta também a capacidade física e a circulação sanguínea.


Os homens têm uma probabilidade de quase 50% de terem alguma forma de disfunção eréctil, especialmente com o avançar da idade, mas mudanças na alimentação podem ser a solução para este problema.

Já há séculos que a Humanidade tenta resolver esta condição: entre egípcios que usavam corações de crocodilos bebés, até aos gregos que recorriam a besouros esmagados, estudos que apontam o veneno de aranha como uma ajuda ou o mágico comprido azul. No entanto, parece que a solução estava na dieta mediterrânica este tempo todo.

Um estudo apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia avaliou os efeitos desta dieta que privilegia as frutas, os vegetais, a fibra e o azeite e um consumo mais reduzido de carnes vermelhas em 250 homens com uma idade média de 56 anos, com hipertensão e disfunção eréctil.

A forma física foi avaliada com um teste numa passadeira e foram feitas análises sanguíneas para se saber os níveis de testosterona. O nível de disfunção eréctil de cada participante também foi julgado com cinco questões. Os valores oscilam de 0 a 25 – quanto mais perto de 25, melhor a performance eréctil.

A adesão dos participantes à dieta foi analisada através de um questionário, com resultados entre 0 e 55, sendo que quanto mais alto o valor, maior tinha sido o respeito do participante às regras alimentares. Os investigadores concluíram que os homens com um resultado acima de 29 tiveram melhores resultados.

“No nosso estudo, consumir uma dieta mediterrânica foi associado a uma melhor capacidade de exercício, artérias mais saudáveis e melhor circulação sanguínea, níveis mais altos de testosterona e uma melhor performance eréctil“, explicou Athanasios Angelis, autor do estudo, num comunicado.

O investigador remata: “As conclusões sugerem que a dieta mediterrânica pode assumir um papel na manutenção de parâmetros de saúde vascular e qualidade de vida em homens de meia-idade com hipertensão e disfunção eréctil”.

https://zap.aeiou.pt/dieta-disfuncao-erectil-427642

 

 

Há espécies de vespas que constroem ninhos fluorescentes !

 

Há algumas espécies de vespas que constroem ninhos verdes fluorescentes, revela um estudo publicado recentemente.

Uma equipa de cientistas diz ter-se deparado com o primeiro caso conhecido de animais a construir “casas” fluorescentes.

No novo artigo, publicado a 25 de agosto no Journal of The Royal Society Interface, os investigadores detalham a descoberta de ninhos, construídos por certas espécies de vespas, que têm um brilho verde sob exposição à luz ultravioleta.

A equipa, que viajou até ao norte do Vietname com luzes UV na esperança de tropeçar em quaisquer insetos fluorescentes quando escurecesse, descobriu aqueles ninhos fluorescentes por acidente, revela o autor principal do estudo, Bernd Schöllhorn, professor de química na Universidade de Paris, em França.

Em declarações ao Live Science, o cientista explicou que os ninhos de vespas foram encontrados com tampas de casulo – estruturas tecidas em seda que tapam o ninho e mantêm as larvas em segurança – que emitiam um brilho de cor esverdeada quando expostas à luz UV entre 360 e 400 nanómetros de comprimento de onda. A equipa recolheu, então, algumas amostras para estudar no laboratório.

“Ficámos muito surpreendidos por encontrar biomatéria tão fortemente fluorescente“, disse Schöllhorn, acrescentando que o “fenómeno não foi observado no passado, nem por investigadores científicos nem por quaisquer fotógrafos”.

De acordo com o Gizmodo, todos os ninhos brilhantes pertenciam a espécies do género Polistes, vulgarmente conhecidas como vespas de papel.

Além dos encontrados no norte do Vietname, os cientistas também analisaram ninhos de duas outras espécies do mesmo género de vespas, que viviam na floresta tropical amazónica e em França.

Depois de os colocarem sob luz UV, descobriram que estes ninhos também brilhavam, embora todos tivessem intensidade e cor ligeiramente diferentes uns dos outros.

Os cientistas descobriram uma lista crescente de criaturas de diferentes ramos da vida que têm esta capacidade inesperada – incluindo os mamíferos.

Ainda não sabem, no entanto, as razões pelas quais os ninhos são fluorescentes. Algumas teorias formuladas pela equipa de investigadores são que o ninho fluorescente pode ajudar as vespas a voltar a casa, ou permitir-lhes distinguir um ninho de outro.

Além disso, pode também ajudar o desenvolvimento de larvas, uma vez que o brilho poderia atuar como fonte de luz de substituição durante a estação chuvosa.

Por outro lado, pode ser uma característica incidental ou vestigial que nunca teve qualquer propósito, ou que desde então perdeu o seu propósito, mas continua presente porque não prejudica as vespas.

Os investigadores planeiam continuar a estudar estas vespas e as suas “casas” brilhantes, a fim de descobrir os produtos químicos que as tornam fluorescentes. A partir daí, esperam perceber se esses ingredientes podem ter alguma aplicação para uso humano, como um novo marcador fluorescente para investigação ou imagens médicas.

https://zap.aeiou.pt/vespas-constroem-ninhos-fluorescentes-427339

 

Iceberg rodopia e por pouco não colide com plataforma de gelo na Antártida !

Um enorme iceberg que no ano passado se separou da Antártida por pouco não colidiu com a plataforma de gelo Brunt. Caso colidisse, poderia ter provocado a formação de um novo iceberg, ainda mais maciço, quatro vezes o tamanho da Baia de Guanabara.

Timelapse mostra o iceberg A-74 passando rente à plataforma de Brunt, entre 9 e 18 de agosto de 2021. Crédito: ESA.
Timelapse mostra o iceberg A-74 passando rente à plataforma de Brunt, entre 9 e 18 de agosto de 2021. Crédito: ESA.

Batizado como Iceberg A-74, a rocha de gelo tem 1270 quilômetros quadrados, aproximadamente o tamanho do lago de Itaipu e se separou da plataforma de gelo Brunt em fevereiro de 2020. Nos últimos seis meses a rocha de gelo foi mantida nas proximidades da plataforma pelas correntes oceânicas, até que os ventos vieram.

No início de agosto, ventos muito fortes giraram o bloco A-74 ao redor da plataforma e esse movimento foi registrado pelos dois satélites que formam a missão Copernicus Sentinel-1, da Agência espacial Europeia, ESA.

Através de imagens de radar registradas entre 9 e 18 de agosto, os satélites registraram o A-74 "roçando ligeiramente" contra uma fina faixa de gelo que se projeta para fora da plataforma, movendo-se rumo ao sul.

De acordo com Mark Drinkwater, chefe da Divisão de Ciência da Missão da ESA, o pedaço em forma de nariz ainda está conectado à plataforma Brunt, que é ainda maior do que o A-74, mas por pouco não se rompeu. "Se o iceberg tivesse colidido mais violentamente com este pedaço, ele poderia ter acelerado a fratura da ponte de gelo restante, fazendo com que ela se rompesse", explicou Drinkwater.

Caso A-74 tivesse atingido a plataforma com força suficiente, poderia ter provocado a formação de outro iceberg com área ainda maior, de cerca de 1700 quilômetros quadrados, equivalente a quatro vezes o tamanho da Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Atualmente, existem duas grandes rachaduras na plataforma Brunt, conhecidas como Chasm 1 (estendendo-se para o norte) e Halloween Crack (estendendo-se para o leste), separadas por uma pequena distância. Caso essas rachaduras se toquem, em evento provocado por um impacto, fatalmente um dos icebergs se quebraria. É natural que as plataformas de gelo formem novos icebergs, por isso os glaciologistas vêm acompanhando a formação de pequenas fraturas ou fendas maiores há anos.

O A-74 quebrou ao longo da fenda North Rift, o terceiro grande abismo a se abrir na plataforma de gelo Brunt na última década.

https://www.apolo11.com/noticias.php?t=Iceberg_rodopia_e_por_pouco_nao_colide_com_plataforma_de_gelo_na_Antartida&id=20210827-075822

 

Hycean, os “filhos” da Terra e de Neptuno, podem abrigar vida alienígena !


Se existirem, os extraterrestres provavelmente habitam planetas rochosos como o nosso, mas uma nova investigação propõe agora um tipo inteiramente novo de mundo habitável. E mal se assemelha à Terra.

Uma equipa de cientistas do Instituto de Astronomia de Cambridge, no Reino Unido, sugere que uma classe inteiramente nova de planeta, apelidada de Hycean, pode também ser habitável.

Este tipo de planetas não existem no Sistema Solar, mas são abundantes na nossa galáxia. São, segundo o Gizmodo, o que esperaríamos se a Terra e Neptuno tivessem um bebé: grandes e muito quentes, com atmosferas cheias de hidrogénio e cobertos por um enorme oceano.

O nome provém, precisamente, da junção de duas palavras: hydrogen (hidrogénio) e ocean (oceano).

O estudo teoriza que os Hycean são potencialmente habitáveis ​​e que pode existir vida microbiana, ou até mesmo formas de vida mais complexas, nos seus oceanos. Estes planetas podem ser até 2,6 vezes maiores do que a Terra e a sua temperatura atmosférica pode atingir os 200°C.

De acordo com o comunicado da universidade britânica, orbitam em torno de estrelas anãs vermelhas localizadas a uma distância entre 35 e 150 anos-luz da Terra.

“Os planetas Hycean abrem um caminho completamente novo na busca de vida noutros lugares”, disse o autor principal do estudo, Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge.

“Um mundo Hycean pode estar muito longe da estrela, com pouca irradiação, e ainda ser habitável”, explicou. “Da mesma forma, o planeta pode estar um pouco mais perto da estrela do que um planeta semelhante à Terra e ainda assim ser habitável. Isto deve-se à composição atmosférica rica em hidrogénio e ao facto de as temperaturas de superfície poderem ser significativamente mais altas do que em planetas semelhantes à Terra.”

A equipa identificou também uma amostra considerável de possíveis planetas Hycean: os candidatos serão estudados em detalhe com a ajuda do Telescópio Espacial James Webb, cujo lançamento está previsto para o final do ano.

https://zap.aeiou.pt/hycean-podem-abrigar-vida-alienigena-427329

 

 

Detetados milhares de novos sinais de rádio - Permitiram descobrir novas estrelas e galáxias !

Os astrónomos estavam a estudar a Grande Nuvem de Magalhães quando detetaram milhares de fontes de rádio até então desconhecidas.


Milhares de estrelas próximas, supernovas e galáxias distantes foram detetadas, pela primeira vez, em comprimentos de onda de rádio com a ajuda do Australian Square Kilometer Array Pathfinder (ASKAP), um dos radiotelescópios mais sensíveis do mundo.

“A nova imagem nítida e sensível revela milhares de fontes de rádio que nunca vimos antes”, explicou a astrónoma Clara Pennock, da Universidade Keele, no Reino Unido, citada pelo Science Alert.

A Grande Nuvem de Magalhães é uma galáxia espiral anã que orbita a Via Láctea a uma distância de cerca de 160.000 anos-luz. Em cerca de 2,4 mil milhões de anos, será absorvida pela nossa galáxia, mas, por enquanto, a sua proximidade torna-a um excelente objeto para aprender mais sobre a estrutura das galáxias e o ciclo de vida das estrelas.

A equipa direcionou as antenas do ASKAP para esta galáxia de modo a obter observações não apenas de toda a estrutura, mas de objetos individuais: estrelas, supernovas e berçários estelares, como a exuberante Nebulosa Tarântula, a região de explosão estelar mais ativa no Grupo Local de galáxias.

“Com tantas estrelas e nebulosas juntas, o aumento da nitidez da imagem foi fundamental para a descoberta de estrelas emissoras de rádio e nebulosas compactas na Grande Nuvem de Magalhães”, disse o astrofísico Jacco van Loon. “Conseguimos ver todos os tipos de fontes de rádio, desde estrelas incipientes individuais a nebulosas planetárias que resultam da morte de estrelas como o Sol.”

“As descobertas deste trabalho demonstram o poder do telescópio ASKAP em fornecer imagens sensíveis de grandes áreas do céu”, afirmou o astrónomo Andrew Hopkins, da Universidade Macquarie, na Austrália.

O estudo faz parte do Evolutionary Map of the Universe (EMU) Early Science Project, que tem como objetivo observar todo o céu meridional e detetar cerca de 40 milhões de galáxias. Os dados serão usados ​​para dar aos cientistas uma imagem mais clara de como as galáxias e as suas estrelas evoluíram ao longo do tempo.

https://zap.aeiou.pt/sinais-radio-estrelas-e-galaxias-427369

 

 

Cientistas criaram minicérebros em laboratório que desenvolveram “olhos” !

Minicérebros cultivados em laboratório a partir de células estaminais desenvolveram espontaneamente estruturas oculares.


Segundo o Science Alert, dois corpos óticos foram observados a crescer nos minicérebros, refletindo o desenvolvimento das estruturas oculares em embriões humanos.

“O nosso trabalho destaca a notável capacidade dos organóides cerebrais de produzir estruturas sensoriais primitivas sensíveis à luz e que abrigam tipos de células semelhantes às encontradas no corpo humano”, disse o neurocientista Jay Gopalakrishnan, do University Hospital Düsseldorf, na Alemanha.

Os minicérebros são pequenas estruturas tridimensionais cultivadas a partir de células estaminais pluripotentes induzidas, isto é, células colhidas de humanos adultos que têm o potencial de crescer em muitos tipos diferentes de tecido. Neste caso, as células estaminais foram induzidas a crescer em bolhas de tecido cerebral.

No passado, a produção de copos óticos a partir de células estaminais concentrava-se na produção da retina pura. Até agora, os copos óticos e outras estruturas retinais 3D não haviam sido funcionalmente integrados nos minicérebros.

Neste trabalho, os minicérebros formaram copos óticos, que apareceram em 30 dias e amadureceram como estruturas visíveis em 50 dias. Este período de tempo é consistente com o do desenvolvimento da retina no embrião humano.

Os copos óticos apresentavam diferentes tipos de células da retina, que se organizavam em redes neurais que respondiam à luz e até continham lentes e tecido da córnea. As estruturas também exibiram conectividade retiniana com regiões do tecido cerebral.

Dos 314 organóides cerebrais, 73% desenvolveram copos óticos. O objetivo da equipa é desenvolver estratégias para manter estas estruturas viáveis em escalas de tempo mais longas para a realização de investigações mais aprofundadas.

https://zap.aeiou.pt/cientistas-minicerebros-olhos-427131

 

Descoberto o asteróide com a órbita mais rápida do Sistema Solar !

 

Cientistas descobriram o 2021 PH27, o asteróide com a órbita mais rápida do Sistema Solar: 113 dias terrestres.

De acordo com o site Live Science, este asteróide, chamado 2021 PH27, completa uma volta ao Sol a cada 113 dias terrestres. Trata-se do período orbital mais curto de qualquer objeto conhecido do Sistema Solar, com exceção de Mercúrio (88 dias).

Porém, o asteróide faz um percurso muito mais elíptico do que o planeta e, portanto, fica consideravelmente mais perto da nossa estrela – cerca de 20 milhões de quilómetros quando está mais próximo, em comparação com os 47 milhões de quilómetros de Mercúrio.

Durante esta passagem tão próxima, a superfície do 2021 PH27 fica quente o suficiente para conseguir derreter chumbo – cerca de 500 graus Celsius –, estima a equipa de cientistas responsável pela sua descoberta.

Segundo o mesmo site, este grande contacto com a gravidade do Sol também faz com que o asteróide experiencie os maiores efeitos da relatividade geral de qualquer objeto conhecido do Sistema Solar. Tais efeitos manifestam-se como uma leve oscilação na sua órbita elíptica.

Esta órbita, aliás, faz com que o asteróide não vá ser estável a longo prazo. Os investigadores consideram que provavelmente irá colidir com o Sol, Mercúrio ou Vénus, daqui a alguns milhões de anos, se não for desviado do seu percurso atual por uma interação gravitacional primeiro.

A equipa estima que o 2021 PH27 tem cerca de um quilómetro de largura e que se terá originado no cinturão de asteróides principal entre Marte e Júpiter, tendo sido depois “chutado” por interações gravitacionais com um ou mais planetas.

No entanto, destaca o Live Science, o seu percurso orbital é inclinado em 32 graus em relação ao plano do Sistema Solar. Tal inclinação sugere que pode ser também um cometa extinto que nasceu no Sistema Solar mais distante, tendo sido depois capturado numa órbita mais próxima depois de passar por Marte, pela Terra ou outro planeta rochoso.

https://zap.aeiou.pt/asteroide-orbita-mais-rapida-sistema-solar-427343

 

 

Uma lei de 1987 ajudou e muito a reduzir os efeitos das alterações climáticas !

O Protocolo de Montreal – que proibiu o uso dos químicos que estavam a destruir a camada de ozono – teve um impacto importante na redução dos efeitos das alterações climáticas e nos níveis de carbono na atmosfera.


As alterações climáticas já se estão a fazer sentir, mas uma decisão nos anos 80 pode ter impedido que os seus efeitos sejam ainda mais catastróficos – a proibição do uso dos clorofluorocarbonetos, também conhecidos como CFCs, que estavam aos poucos destruir a camada do ozono, escreve a Interesting Engineering.

Um estudo publicado na Nature concluiu que o impacto das alterações climáticas seria bastante pior do que o que está previsto actualmente e que os níveis de CO2 no século XXI seriam até 50% mais altos. Para nossa sorte, a proibição, que ficou conhecida como o Protocolo de Montreal, avançou.

A investigação usou modelos para prever como estaria o nosso planeta caso os CFCs, que eram muito usados em aerossóis e para refrigeração, continuassem a ser permitidos. Neste cenário distópico, a camada de ozono que protege a Terra entraria em colapso global já na década de 2040 e o planeta estaria exposto a mais radiação ultravioleta.

Mais de metade – 60% – da protecção da camada de ozono nos trópicos teria desaparecido até 2100, o que criaria um buraco ainda maior do que aquele que se viu na Antártida nos anos 80. Este nível de exposição à radiação causaria danos nas plantas, que deixariam de conseguir fazer a fotossíntese e não cresceriam em certas zonas do mundo.

O colapso da camada também levaria a que solos, florestas e vegetação não conseguissem absorver 580 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono, o que causaria um aumento dos níveis de CO2 atmosférico entre 40% e 50%. As temperaturas até ao final do século subiriam mais 0.8ºC do que apontam as previsões actuais.

“Estimamos que poderia haver menos 325-690 mil milhões de toneladas de carbono absorvidas pelas plantas e pelos solos até ao fim deste século (2080-2099) sem o Protocolo de Montreal (em comparação com as projecções climáticas com o controlo das substâncias que destroem o ozono)”, afirmam os investigadores.

Vários grupos e organizações de activistas estão a trabalhar para pressionar os governos a cortar na produção de combustíveis fósseis para que se possa evitar uma subida de 2ºC nas temperaturas. Se já é difícil imaginar este cenário, pelo menos agora sabemos que poderia ser bem pior sem o Protocolo de Montreal – que salvou o planeta de uma subida de temperaturas de 2.5ºC.

Paul Young, um dos autores do estudo, refere num comunicado que “o aumento da radiação UV teria atrofiado massivamente a capacidade das plantas de absorver o carbono da atmosfera”. “Um mundo onde estes químicos continuassem a destruir a camada do ozono protectora seria catastrófico para a saúde humana e para a vegetação”, afirma.

Apesar de estarmos a conseguir reduzir o buraco na camada de ozono, é importante lembrar que os cortes nas emissões dos combustíveis fósseis continuam longe do suficiente para conseguirmos travar os efeitos das alterações climáticas e que o progresso conseguido até agora pode ser revertido caso a vigilância não mantenha.

https://zap.aeiou.pt/uma-lei-reduzir-alteracoes-climaticas-426778

 

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Há novas definições do que é a vida - Incluem formas de cultura, economia e até blockchain !

Dois cientistas propõem que se alargue a definição de vida para além da vida biológica e que se criem três níveis hierárquicos nessa nova definição. Um outro estudo aponta que até a blockchain pode ser incluída na definição de vida.

Há 3.5 mil milhões de anos atrás – coisa pouca – começou a vida molecular na Terra, que depois evoluiu durante o tempo até à variedade de espécies que temos hoje, pelo menos é isso que os cientistas defendem. Mas esta linha de pensamento pode ter os dias contados.

A verdade é que a definição de vida ainda não é clara. Podemos considerar que certos aspectos de um ecossistema estão verdadeiramente vivos se dependem de outros para sobreviver? Será que um vírus está vivo? Para estes investigadores, sim.

O biólogo Chris Kempes e o investigador de sistemas complexos David Krakauer, ambos do Instituto de Santa Fé, nos Estados Unidos, vêem as coisas de outra forma e propõem que a obsessão dos cientistas com a evolução os tem “cegado aos princípios gerais da vida”.

Segundo o estudo publicado no Journal of Molecular Evolution, a definição da vida deve ser alargada à união de dois processos energéticos e informáticos que possam codificar e passar informações adaptativas para a frente durante o tempo. Trocada por miúdos, esta definição passa a considerar vida conceitos como culturas, florestas e a economia.

“A cultura humana vive no material das mentes, muito como os organismos multicelulares vivem no material dos organismos de uma única célula”, explica Chris Kempes. Os investigadores argumentam que a vida já apareceu várias vezes na Terra e actualmente, várias formas de vida existem no planeta.

A visão que Kempes e Krakauer propõem tem três níveis hierárquicos de critérios que determinam o que é a vida. No primeiro, a vida restringe-se pelos materiais possíveis de que pode ser formada, como moléculas. No segundo nível, a vida limita-se pelas regras do universo em geral, como a gravidade, e no terceiro, a vida é optimizada por processos adaptativos, como a selecção natural.

“Esperamos que mais conceitos biológicos ricos serão definidos por um emaranhado estranho dos três níveis, porque os três vão inevitavelmente co-evoluir”, escrevem os autores. Esta teoria passa a colocar o conceito de vida num espectro, em vez de ser um fenómeno específico.

Mesmo sendo uma ideia muito teórica e um pouco difícil de entender quando estamos habituados apenas ao conceito de vida biológica, o par de cientistas espera que esta visão mais alargada possa levar a novas hipóteses sobre o que queremos dizer quando falamos da vida e que ajude na criação de dispositivos que a descubram.

“A nossa reivindicação é que seremos capazes de dizer que temos uma nova teoria da vida quando for capaz de nos revelar as suas várias origens e tipos“, concluem.

Será que a blockchain está “viva”?

Um outro estudo publicado no Origins of Life and Evolution of Biospheres aponta também que há semelhanças na forma como o ADN e a genética guiam a evolução e como os nós de blockchain guiam o progresso tecnológico.

Este estudo não argumenta que a blockchain está viva da mesma forma que uma célula biológica, mas sugere que um “organismo baseado” nesta se enquadra “em algumas definições de vida” e podem superar a vida biológica em termos de adaptabilidade evolucionária e desenvolvimento.

“Apresentamos um modelo de um organismo de blockchain simples, descentralizado, auto-sustentável, auto-organizável e auto-regulador como um sistema operacionalmente fechado e descrevemos tecnologias em desenvolvimento que podem possibilitá-lo no futuro próximo”, lê-se no estudo.

Estes sistemas teriam algumas vantagens sobre a vida biológica, “incluindo aumentar significativamente a velocidade, precisão, redundância e tamanho ilimitado da blockchain em contraste com o ADN”, que poderiam permitir à inteligência artificial que opera nessa blockchain evoluir com uma direcção mais definida do que a selecção natural.

https://zap.aeiou.pt/ha-uma-nova-definicao-do-que-e-a-vida-425885

 

Bebés prematuros arriscam problemas no desenvolvimento do cérebro, mas pode haver uma solução !

A suplementação das soluções nutricionais com creatina para os bebés prematuros pode ajudar a proteger o cérebro em desenvolvimento.


O nascimento prematuro extremo está associado ao comprometimento do desenvolvimento do cérebro: funções motoras defeituosas e problemas psiquiátricos são mais comuns entre os prematuros. Este risco é maior em idades gestacionais mais baixas.

A atual incidência global de nascimentos prematuros é de 11%. Com os avanços nos cuidados antes e depois do nascimento, um número crescente de bebés prematuros extremos (abaixo de 28 semanas de idade gestacional) sobrevive.

No entanto, esse aumento não acarreta uma redução no comprometimento do desenvolvimento do cérebro associado ao nascimento prematuro.

Otimizar a nutrição é um caminho promissor: um novo estudo sugere que a creatina, um nutriente que fornece energia, pode ajudar a mitigar o desenvolvimento cerebral adverso desses bebés prematuros.

Bebés prematuros normalmente têm sistemas digestivos imaturos que não estão prontos para absorver os nutrientes adequados. Como resultado, eles tendem a depender de nutrientes fornecidos por via intravenosa, ignorando o sistema digestivo.

A creatina é um composto natural produzido principalmente nos rins e no fígado a partir de três aminoácidos, os blocos de construção fundamentais das proteínas: arginina, glicina e metionina.

Bebés que nascem ao fim do normal período de gestação recebem 9% das suas necessidades de creatina do leite materno. Esses bebés saudáveis produzem a necessidade restante de creatina nos seus corpos.

Ao contrário do leite humano, as soluções de nutrição do recém-nascido não contêm creatina, o que deixa os bebés prematuros dependentes da sua própria produção para atender às suas necessidades de creatina.

Como os bebés prematuros não conseguem produzir arginina suficiente, eles não conseguem produzir a creatina necessária.

A creatina fornece energia rápida e de curto prazo aos músculos e ao coração. Os músculos armazenam a maior parte da creatina do corpo (95%), mas o cérebro armazena a segunda maior quantidade.

O cérebro precisa de um fornecimento contínuo de energia e certas regiões dependem da creatina para obter energia. No cérebro adulto, a interrupção deste fornecimento de energia prejudica a função cerebral e leva à progressão de doenças neurodegenerativas, como Parkinson, Alzheimer ou Huntington.

A creatina também é um modulador importante dos sistemas de neurónios do cérebro, o que a torna crucial para o desenvolvimento do cérebro dos bebés. Bebés que nascem com doenças hereditárias de deficiência de creatina não são capazes de produzi-la. Esses bebés têm problemas significativos na cognição, desenvolvimento da linguagem, movimento dos membros superiores ou inferiores e de comportamento

Os resultados sugerem claramente a importância da creatina para o funcionamento e desenvolvimento normal do cérebro.

O novo estudo mostra que leitões recém-nascidos a receberem nutrição parenteral por via intravenosa durante duas semanas — o que representa nove meses para um bebé humano — não conseguiram a acumulação ideal de creatina.

Quando a creatina foi adicionada à solução de alimentação parenteral dos leitões, a acumulação de creatina dos leitões melhorou.

Para lidar com a produção inadequada de arginina associada à alimentação intravenosa completa, alguns bebés humanos prematuros são alimentados com pequenas quantidades de solução de nutrição parenteral nos seus estômagos através de um tubo.

O restante da solução de nutrição parenteral é administrado por via intravenosa. No entanto, como os níveis de creatina nos órgãos não podem ser testados em bebés humanos sem prejudicar os órgãos ou colocar a saúde em risco, os estudos em humanos são de valor limitado para avaliar essa abordagem.

Os investigadores alimentaram a solução de nutrição parenteral no estômago dos leitões. Os leitões neonatais não foram capazes de atingir os níveis normais de acréscimo de creatina sem creatina pré-preparada nas suas soluções de nutrição parenteral, mesmo quando essa solução foi aplicada nos seus estômagos.

Os leitões alimentados com solução parenteral nos seus estômagos sem creatina pré-fabricada tinham níveis muito baixos de creatina no sangue. No entanto, os leitões alimentados com solução parenteral no estômago com creatina pré-fabricada ou blocos de construção extra (arginina e metionina) melhoraram os seus níveis de creatina. Esses níveis eram semelhantes aos níveis de creatina de leitões alimentados com leite materno.

Estas descobertas foram corroboradas por uma revisão científica recente em bebés humanos que concluiu que bebés prematuros em hospitais precisam de ajustes nos componentes nutricionais para atingir o desenvolvimento normal do cérebro.

https://zap.aeiou.pt/bebes-prematuros-cerebro-solucao-425645

 

 

Empresa cria produto que sabe a leite de vaca, parece leite de vaca, cheira a leite de vaca… mas não é leite de vaca !

A startup americana Perfect Day conseguiu criar uma alternativa molecularmente idêntica ao leite de vaca a partir de fungos e já usa este leite para criar gelados e queijos.


Já todos conhecemos o leite de soja, de amêndoa ou de aveia como alternativas veganas para o leite de vaca, mas uma empresa americana decidiu levar as opções de “leite alternativo” um passo mais à frente e criar leite de vaca… sem vacas?

Tal como já existe carne de vaca feita em laboratório, a Perfect Day, baseada no estado americano da Califórnia, usa fungos para criar uma proteína láctea que é “molecularmente idêntica” ao leite de vaca, segundo avança o co-fundador Ryan Pandya à CNN. Este leite pode também ser usado na produção de queijos, gelados, manteigas e iogurtes.

“Estávamos interessados no que existe no leite que lhe dá a sua versatilidade e nutrição incríveis e que falta nos leites feitos a partir de plantas. Criámos um produto para pessoas que gostam de lacticínios, mas querem sentir-se melhor a nível do impacto no planeta e nos animais”, explica Pandya.

A empresa agregou um gene que codifica a proteína de soro no leite de vaca e introduziu-o num fungo, que cresceu depois em tanques de fermentação. Esta nova proteína de soro é depois filtrada e seca até se tornar um pó que é depois usado nos produtos lacticínios que a Perfect Day também já produz, como queijos e gelados.

No ano passado, a empresa lançou o gelado Brave Robot, que já é vendido em cerca de 5000 lojas nos Estados Unidos e chegou também a Hong Kong. Ao contrário de outros gelados baseados em plantas, o Brave Robot não tem um sabor a coco ou banana e é mais parecido com o gelado “normal”. Este ano deve ainda ser lançado um queijo em creme.

Apesar da proximidade molecular ao leite de vaca, a criação da startup não inclui lactose, hormonas ou colesterol. Mesmo assim, os alérgicos aos lacticínios não devem consumir os produtos da Perfect Day. Já os veganos, segundo Pandya, podem deliciar-se com este leite alternativo, visto que o processo de criação não envolve animais.

Dado o impacto que a produção de bovinos tem, a oferta desta empresa é também mais amiga do ambiente e a sua produção emite até menos 97% gases de estufa do que a criação do leite verdadeiro.

A Perfect Day não é a única empresa a apostar na criação de lacticínios mais sustentáveis. A New Culture, outra startup californiana, está a criar queijos que não usam vacas no processo de fermentação e a TurtleTree Labs está a criar leite – incluindo humano – a partir da cultura de células.

As maiores preocupações com o ambiente e o crescimento em popularidade de dietas veganas tem levado ao aparecimento de cada vez mais inovações tecnológicas na comida.

Segundo a organização sem fins-lucrativos Good Food Institute, que procura incentivar a criação de proteínas alternativas às animais, 590 milhões de dólares foram investidos no ramo das proteínas alternativas fermentadas em 2020 – 300 milhões só na Perfect Day.

Pandya acrescenta que a empresa está a tentar obter licenças no Canadá, Índia e Europa e a procurar mais parceiros na indústria. “Estamos a desenvolver uma forma mais gentil e verde de criar as nossas comidas favoritas, começando pelos lacticínios, e não podemos fazer isso sozinhos”, conclui.

https://zap.aeiou.pt/empresa-leite-sem-usar-vacas-425649

 

Parkour de esquilos pode inspirar robôs revolucionários !

A inteligência e tomada de decisão na hora de os esquilos fazerem os seus saltos pode inspirar robôs mais ágeis, que possam, por exemplo, auxiliar nos esforços de busca e resgate.


O laboratório de Lucia Jacobs, na Universidade da Califórnia, estuda cognição em esquilos-raposas que andam em liberdade pelo campus universitário. Há especialmente duas espécies que abundam lá: o esquilo-cinzento (Sciurus carolinensis) e o esquilo-raposa (Sciurus niger).

Num novo estudo, a equipa de investigadores mostra que os esquilos saltam e pousam sem cair, fazendo cálculos entre a distância que têm de cobrir e a elasticidade do seu poleiro de salto.

As observações forneceram uma nova visão sobre as funções da tomada de decisão, aprendizagem e comportamento em ambientes desafiantes. Os autores estão a partilhar as descobertas com investigadores sobre movimento humano e engenheiros.

Este estudo, segundo o portal Big Think, sugere os tipos de habilidades de que os robôs precisam para conseguir saltar como os esquilos.

Os investigadores procuraram perceber se a tomada de decisão cognitiva dos esquilos gera mudanças dinâmicas na sua locomoção. Para estudar esta questão em esquilos selvagens, os autores criaram uma parede de escalada magnética. Foram usadas câmaras de alta-velocidade e amendoins para persuadir os esquilos a esperar pacientemente pela sua vez na parede.

No vídeo podemos ver os esquilos em ação. Antes do salto, os esquilos devem decidir onde o fazer com base num equilíbrio entre a flexibilidade do galho e o tamanho do salto.

Os investigadores descobriram que os esquilos corriam mais ao longo de um galho rígido, para terem um salto mais curto e fácil. Em contraste, eles saltaram com apenas alguns passos de galhos flexíveis, arriscando um salto mais longo.

O modelo dos investigadores mostrou que os esquilos importavam-se seis vezes mais com uma posição estável de descolagem do que com a distância que teriam de saltar — surpreendendo os autores.

Depois, os esquilos foram postos a saltar de uma base muito rígida. Sem que eles percebessem, a plataforma foi trocada por uma de aparência muito idêntica, mas três vezes mais flexível. Os esquilos aprenderam rapidamente a saltar do galho muito flexível que esperavam ser rígido e conseguiam pousar apenas ao fim de cinco tentativas. 

Não satisfeitos, os investigadores subiram a parada e aumentaram a altura e a distância da plataforma de aterragem. Mais uma vez, os esquilos deixaram os autores de boca aberta.

Ao estilo de parkour, os esquilos usaram a parede de escalada para ressaltar e ajustar a velocidade, fazendo uma aterragem perfeita.

Os autores deste novo estudo juntaram-se a uma equipa de robóticos, neurocientistas, cientistas de materiais e matemáticos para extrair princípios de design de saltos e aterragens de esquilo.

O próximo passo é criar novos materiais para o robô mais ágil e inteligente já construído: um que possa auxiliar nos esforços de busca e resgate e detetar rapidamente perigos ambientais catastróficos, como libertação de produtos químicos tóxicos, realça o Big Think.

https://zap.aeiou.pt/parkour-esquilos-inspirar-robos-425399

Esferas de Dyson à volta de buracos negros podem comprovar que existe vida além da Terra !

Um novo estudo expande a teoria de Freeman Dyson e propõe a criação de esferas de Dyson à volta de buracos negros.


É a eterna questão que atormenta a Humanidade: será que estamos sozinhos do universo? Se não estamos, como será a tecnologia dos extraterrestres e como a podemos detectar?

Um estudo que vai ser publicado em Setembro na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society encontrou as respostas a estas inquietações – pelo menos se a tecnologia em questão for um enorme gerador de energia, como uma esfera de Dyson – uma estrutura gigante que envolve um buraco negro e aproveita a sua energia.

O conceito das esferas de Dyson foi popularizado pelo físico Freeman Dyson nos anos 60 e é uma solução para um hipotético consumo energético que exceda as capacidades do planeta onde viva uma civilização. A esfera seria construída à volta da estrela desse sistema planetário e acumularia a sua energia.

Dyson propôs que as emissões de energia térmica de infravermelhos poderiam escapar quando a estrutura capturasse e convertesse energia estelar, o que poderia revelar a possível existência de outras criaturas. Esta assinatura de infravermelhos, caso detectada, iria dar-nos a oportunidade de encontrar civilizações extraterrestres.

A equipa do astrónomo Tiger Yu-Yang Hsiao, da Universidade Nacional Tsing Hua em Taiwan, decidiu levar este conceito um passo mais à frente – e se a esfera de Dyson fosse colocada à volta de um buraco negro em vez de uma estrela?

“Neste estudo, consideramos qual é a fonte de energia de uma civilização bem desenvolvida, do tipo II ou III. Eles precisariam de uma fonte mais forte do que da sua própria versão do Sol”, escrevem os investigadores, referindo-se à escala de Kardashev, que mede o nível de desenvolvimento tecnológico das civilizações tendo em conta a quantidade de energia que são capazes de usar.

Um disco de acreção – estrutura formada por materiais difusos em movimento orbital ao redor de um corpo central – ou jactos relativistas poderiam ser fontes para uma civilização tipo II.

“Os nossos resultados sugerem que para um buraco negro estelar, mesmo com um limite de Eddington baixo, o disco de acreção forneceria centenas de vezes mais luminosidade do que uma estrela de sequência principal”, refere o estudo.

Os buracos negros são conhecidos pelos seus campos de gravidade poderosos que sugam tudo na sua proximidade, por isso impõe-se a questão sobre se seria possível instalar uma esfera de Dyson à sua volta.

Os investigadores propõem soluções para este problema: um disco de acreção de material à volta do buraco negro, aquecido pela fricção até aos milhões de graus; ou a radiação Hawking, a radiação térmica que se acredita ser emitida por buracos negros devido a efeitos quânticos.

“A luminosidade mais alta pode ser recolhida de um disco de acreção, até 100 mil vezes a luminosidade do Sol, suficiente para manter uma civilização tipo II. Além disso, se uma esfera de Dyson recolhe não só a radiação electromagnética mas também outros tipos de energia, o total de energia recolhido será aproximadamente cinco vezes maior“, lê-se no estudo.

Estas estructuras seriam detectáveis através de vários comprimentos de onda, com as esferas mais quentes a serem visíveis na variedade ultravioleta, enquanto as mais frias seriam visíveis em infravermelhos.

No entanto, visto que os buracos negros já emitem muita radiação em ambos estes comprimentos de onda, detectar uma esfera de Dyson é ainda uma hipótese muito desafiante.

https://zap.aeiou.pt/esferas-de-dyson-buracos-negros-425608

 

Famosa equação de Einstein usada, pela primeira vez, para criar matéria a partir da luz !

Com base numa das equações mais famosas de Albert Einstein, uma equipa de físicos afirma ter criado, pela primeira vez, matéria a partir da luz pura.


Tal como recorda o site Live Science, a famosa equação “E=mc2”, de Albert Einstein, diz que, se se esmagar dois fotões suficientemente energéticos, ou partículas de luz, um no outro, seremos capazes de criar matéria na forma de um eletrão e o seu oposto de antimatéria, isto é, um positrão.

Mas este processo, descrito pela primeira vez em 1934 pelos físicos norte-americanos Gregory Breit e John Wheeler, tem sido um dos mais difíceis de observar na Física, principalmente porque os fotões em colisão teriam de ser raios gama altamente energéticos, e os cientistas ainda não foram capazes de fazer lasers de raios gama.

Agora, investigadores do Laboratório Nacional de Brookhaven, nos Estados Unidos, acreditam ter encontrado uma solução alternativa. Usando o seu Colisor Relativístico de Iões Pesados (RHIC), foram capazes de produzir medições que se aproximam das previsões para o estranho ato de transformação.

“No seu artigo científico, Breit e Wheeler perceberam que isto é quase impossível de fazer. Os lasers ainda nem existiam! Mas propuseram uma alternativa: acelerar iões pesados. E essa alternativa é exatamente o que estamos a fazer no RHIC”, disse, em comunicado, o físico Zhangbu Xu, do laboratório norte-americano.

De acordo com o mesmo site, em vez de acelerarem os fotões diretamente, os cientistas aceleraram dois iões – núcleos atómicos desprovidos dos seus eletrões e, portanto, carregados positivamente – num grande loop, antes de os fazerem passar um pelo outro numa quase colisão.

Como os iões são partículas carregadas que se movem muito perto da velocidade da luz, também carregam um campo eletromagnético, dentro do qual há um monte de fotões “virtuais” não muito reais “a viajar [com o ião] como uma nuvem” explicou Xu, um dos autores do estudo publicado, a 27 de julho, na revista científica Physical Review Letters.

Partículas virtuais são partículas que só surgem de forma breve como perturbações nos campos que existem entre as partículas reais. Não têm as mesmas massas que as suas homólogas reais (ao contrário das reais, que não têm massa, os fotões virtuais têm massa).

Nesta pesquisa, quando os iões passaram rapidamente um pelo outro quase colidindo, as suas duas nuvens de fotões virtuais estavam a mover-se tão depressa que agiam como se fossem reais. As partículas virtuais de ação real colidiram – produzindo um par muito real eletrão-positrão detetado pelos cientistas.

Para ser uma observação verdadeira do processo Breit-Wheeler, ou o mais verdadeiro possível utilizando partículas virtuais, os físicos tinham de se certificar que os seus fotões virtuais estavam a comportar-se como os reais. Para fazer isso, detetaram e analisaram os ângulos entre mais de seis mil pares de eletrões-positrões produzidos na experiência.

Quando duas partículas reais colidem, os produtos secundários devem ser produzidos em ângulos diferentes do que se fossem feitos por duas partículas virtuais. Mas, neste caso, os produtos secundários das partículas virtuais ricochetearam nos mesmos ângulos que os produtos secundários das partículas reais.

Desta forma, os investigadores puderam verificar se as partículas que estavam a ver se comportavam como se fossem feitas por uma interação real. E assim demonstraram com sucesso o processo Breit-Wheeler

A equipa também mediu a energia e a distribuição de massa dos sistemas. “São consistentes com os cálculos da teoria sobre o que aconteceria com os fotões reais”, disse ainda Daniel Brandenburg, físico de Brookhaven.

https://zap.aeiou.pt/equacao-einstein-usada-criar-materia-luz-425409

 

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