domingo, 27 de fevereiro de 2022

Inovação revolucionária: Já é possível tocar e interagir com um holograma !

Investigadores da Universidade de Glasgow desenvolveram um holograma no qual não só conseguimos tocar, mas também sentir.

Segundo o The Conversation, no século XXI, os hologramas já estão a ser utilizados de várias formas, tais como em sistemas médicos, educação, arte, segurança e defesa.

Os investigadores ainda estão a desenvolver formas de utilizar lasers, processadores digitais modernos, e tecnologias de deteção de movimento para criar vários tipos diferentes de hologramas, que poderiam mudar a forma como interagimos.

Agora, um grupo de investigação da Universidade de Glasgow desenvolveu um sistema de hologramas de pessoas, através de “aerohaptics”, criando a sensação de toque nos dedos, mãos e pulsos das pessoas com jatos de ar.

O estudo foi publicado em setembro na Advanced Intelligent Systems.  

Com o tempo, esta inovação pode tornar possível conhecer um avatar virtual de um colega, do outro lado do mundo, e sentir realmente o seu aperto de mão. Podem até ser os primeiros passos para a construção de algo como um holodeck.

Para criar esta sensação de toque, foram usadas peças acessíveis e comercialmente disponíveis, para associar gráficos gerados por computador a jatos de ar cuidadosamente direcionados e controlados.

De certa forma, é um passo além da atual geração de realidade virtual, que normalmente requer um headset que fornece gráficos 3D e luvas inteligentes ou controladores portáteis, para fornecer um feedback tátil — um estímulo que se assemelha ao toque.

A maioria das abordagens baseadas em tecnologia que se “veste” estão limitadas ao controlo do objeto virtual que está a ser exibido.

Controlar um objeto virtual não dá a mesma sensação de quando duas pessoas se tocam. Ao acrescentar uma sensação de toque artificial, pode ser possível proporcionar a dimensão extra, sem ter de usar luvas para sentir os objetos, e por isso sente-se de uma forma mais natural.

O investigação utilizou gráficos que forneciam a ilusão de uma imagem virtual em 3D. É uma variação moderna de uma técnica de ilusão do século XIX, conhecida como Pepper’s Ghost, que entusiasmou os apreciadores do teatro vitoriano com visões do sobrenatural em palco.

Os sistemas utilizam vidro e espelhos para criar uma imagem bidimensional a pairar no espaço, sem a necessidade de qualquer equipamento adicional. E a sensação táctil é criada através de jatos de ar.

Uma das formas usadas para demonstrar as capacidades do sistema “aerohaptic” é uma projeção interativa de uma bola de basquetebol, na qual se pode tocar, rebolar e driblar de forma convincente.

Os utilizadores também sentem o formato arredondado da bola, enquanto esta toca na ponta dos seus dedos, enquanto ressalta, e quando choca com a palma da mão, no momento de regresso.

Os utilizadores podem até empurrar a bola virtual com força variável e sentir a diferença entre um empurrão mais forte ou mais suave, na palma da mão.
Conseguir cheirar é o próximo passo

Em breve, os investigadores esperam ser capazes de modificar a temperatura do fluxo de ar, para permitir que os utilizadores sintam as superfícies quentes ou frias.

Estão também a explorar a possibilidade de adicionar aromas ao fluxo de ar, melhorando a ilusão, e permitindo aos utilizadores cheirar diferentes objetos.

À medida que o sistema se expande e se desenvolve, a equipa espera que possa servir para uma gama variada de setores.

Proporcionar experiências de jogos de vídeo mais absorventes sem ter de usar equipamento complexos e videoconferências mais realistas são alguns dos objetivos da equipa de investigação.

Pode também ajudar em tratamentos, e fazer com que os doentes se sintam mais envolvidos e informados no processo.

Os médicos poderiam ver assim, sentir e discutir as características das células tumorais — e até mostrar aos pacientes os planos para um procedimento médico.

https://zap.aeiou.pt/inovacao-revolucionaria-ja-e-possivel-tocar-e-interagir-com-um-holograma-463731

 

Os cérebros dos astronautas são “reorganizados” nas viagens ao Espaço !


A ida ao Espaço causa mudanças nos fluidos, nas formas e nas áreas do cérebro responsáveis pelos nossos movimentos.

Um novo estudo publicado na Frontiers in Neural Circuits e feito pela Agência Espacial Europeia em colaboração com a agência russa Roscosmos procurou descobrir quais os efeitos no cérebro quando estamos muito tempo no Espaço.

As conclusões mostram que o cérebro se “reorganiza” para se adaptar aos voos espaciais, com mudanças nos fluidos e nas formas e estas alterações podem durar meses mesmo depois do astronauta regressar à Terra, nota o Live Science.

Estas mudanças cerebrais foram “muito novas e muito inesperadas”, revela Floris Wuyts, autor principal do estudo e investigador na Universidade de Antuérpia.

A equipa estudou os cérebros de 12 astronautas um pouco antes e um pouco depois dos seus voos até à Estação Espacial Internacional e também sete meses depois do seu regresso à Terra. Os astronautas estudados participaram em viagens com uma duração média de 172 dias — cerca de cinco meses e meio.

“Focamo-nos inicialmente na neuroplasticidade para vermos como o cérebro se adapta aos voos espaciais. As análises estruturais já tinham sido feitas, mas ainda não havia pesquisas sobre a conectividade. Com este estudo na contectividade, finalmente chegamos às respostas sobre esta neuroplasticidade”, afirma Wuyts.

A equipa usou uma técnica de imagem cerebral chamada tractografia de fibra — uma técnica de reconstrução 3D que usa os dados de uma ressonância magnética para estudar a estrutura e a conectividade dentro do cérebro.

Após a viagem espacial, as estruturas alteram-se maioritariamente devido às deformações causadas pelas mudanças nos fluidos. A massa cinzenta e a massa branca também aumentaram.

Os cientistas notaram ainda mudanças nas formas no cérebro, especificamente no corpo caloso, que é um grande grupo de fibras nervosas que Wuyts descreve como a “auto-estrada central que liga ambos os hemisférios do cérebro”.

Já se acreditava anteriormente que os voos espaciais causavam mudanças estruturais no corpo caloso, mas a equipa concluiu que os ventrículos próximos dilatam, o que causa a mudança nos tecidos neurológicos à sua volta e a sua consequente alteração na forma.

Há ainda alterações nas conexões entre áreas motoras do cérebro, devido à falta da gravidade no Espaço. O astronauta precisa assim de adaptar as suas estratégias de movimento drasticamente em comparação com a vida na Terra. Estas mudanças também se verificaram sete meses depois do regresso dos astronautas.

“A nossa pesquisa mostra que devemos criar contramedidas para garantirmos que as mudanças no fluido e nas formas do cérebro são limitadas”, apela Wuyts, que sugere o uso da gravidade artificial para que as condições a que os astronautas estão expostos sejam mais parecidas com as da Terra.

https://zap.aeiou.pt/cerebros-astronautas-reorganizados-463981

 

Continente esquecido de há 40 milhões de anos foi descoberto !

Local de escavações na Turquia

Um continente que existiu há cerca de 40 milhões de anos e era o lar de fauna exótica pode ter “preparado o caminho” para os mamíferos asiáticos colonizarem o sul da Europa.

O continente esquecido, que se localizava entre a Europa, África e Ásia, foi designado como de “Balkanatolia” pelos investigadores.

Segundo a Science Alert, tornou-se uma porta de entrada entre a Ásia e a Europa quando o nível do mar baixou e se formou uma ponte terrestre, há cerca de 34 milhões de anos.

“Quando e como a primeira vaga de mamíferos asiáticos chegou ao sudeste da Europa continua sem resposta“, escreve o paleólogo Alexis Licht no novo estudo, publicado em janeiro deste ano.

Há cerca de 34 milhões de anos, no final da época do Eoceno, um grande número de mamíferos nativos desapareceu da Europa Ocidental quando surgiram novos mamíferos asiáticos, num evento de extinção massiva, agora conhecido como o Grande Coupure.

Os recentes achados fósseis nos Balcãs, contudo, alteraram essa linha temporal, apontando para uma região “peculiar”, que parece ter permitido aos mamíferos asiáticos colonizar o sudeste da Europa até 5 a 10 milhões de anos antes da ocorrência do Grande Coupure.

Para realizar o estudo, Alexis Licht, investigador do Centro Nacional Francês de Investigação Científica, e a sua equipa, reexaminaram as provas de todos os locais fósseis conhecidos na área, que abrange a atual península balcânica e a Anatólia.

A idade destes sítios foi revista com base em dados geológicos atuais, e a equipa reconstruiu alterações paleogeográficas que ocorreram na região, que tem uma “história complexa de afogamento episódico e reemergência“.

As descobertas sugerem que Balkanatolia serviu de “trampolim” para os animais se deslocarem da Ásia para a Europa Ocidental, com a transformação da antiga massa terrestre do continente autónomo em ponte terrestre — e subsequente invasão com mamíferos asiáticos — coincidindo com algumas “mudanças paleogeográficas dramáticas”.

Há cerca de 50 milhões de anos, a Balkanatolia era um arquipélago isolado, separado dos continentes vizinhos, onde prosperava um conjunto único de animais distintos dos da Europa e da Ásia Oriental, de acordo com a análise.

Depois, uma combinação da descida do nível do mar, do aumento das camadas de gelo antártico e das mudanças tectónicas ligou o continente dos Balcãs à Europa Ocidental, há cerca de 40 a 34 milhões de anos.

Assim, os mamíferos asiáticos, incluindo roedores e mamíferos com quatro patas aventurarem-se para oeste e invadirem a Balkanatolia, como mostra o registo fóssil.

A equipa de investigação também descobriu fragmentos de um maxilar pertencente a um rinoceronte, num novo sítio fóssil na Turquia, com cerca de 38 a 35 milhões de anos.

O fóssil é o mais antigo deste tipo asiático descoberto na Anatólia até à data, e é anterior ao Grande Coupure, o que sugere que os mamíferos asiáticos estavam bem encaminhados para a Europa por via da Balkanatolia.

Este percurso do sul para a Europa através dos Balcãs era talvez mais favorável para animais aventureiros do que atravessar rotas de maior latitude através da Ásia Central, que na altura eram mais secas e mais frias, explicam os investigadores.

No entanto, lê-se no estudo que “a conectividade passada entre as ilhas balcânicas individuais e a existência desta rota de dispersão meridional continua a ser debatida”, e que a história, até ao momento “só é construída sobre fósseis de mamíferos e que ainda falta traçar uma imagem mais completa da biodiversidade balcânica passada”.

Muitas das mudanças geológicas que deram origem à Balkanatolia ainda não foram totalmente compreendidas, e é importante notar que esta investigação é apenas uma interpretação de uma equipa do registo fóssil.

O registo fóssil dos mamíferos e outros vertebrados que vivem nas ilhas é normalmente escasso e fragmentado, enquanto que o rico registo fóssil terrestre da Balkanatolia “proporciona uma oportunidade única para documentar a evolução e o desaparecimento das biotas das ilhas em tempo profundo”, conclui a equipa.

https://zap.aeiou.pt/continente-esquecido-ha-40-milhoes-de-anos-foi-redescoberto-464164

 

A física quântica é capaz de mudar o ADN humano, sugere um novo estudo !


A probabilidade de uma destas mutações quânticas levar a um problema médico é remota.

É difícil conceptualizar o comportamento das partículas subatómicas, as quais são muitas vezes demasiado pequenas, fugazes e contra-intuitivas para conceptualizar em qualquer escala tangível. No entanto, uma nova pesquisa corrobora esta tendência, sugerindo que um fenómeno quântico invulgar poderia ter um sério impacto nas estruturas biológicas, causando mesmo mutações pontuais nas moléculas de ADN.

A novidade é que as ligações de hidrogénio que ligam os dois fios em espiral de ADN são essenciais para um processo quântico invulgar, categorizado como túnel de prótons, segundo uma investigação publicada na revista Physical Chemistry Chemical Physics da Universidade de Surrey.

Os túneis de prótons acontecem quando um um protão desaparece de forma subtil e reaparece noutro do um lado diferente de uma barreira energética ou física. Os protões têm dimensões massivas quando comparados com outras partículas subatómicas que existem nas escala quântica, por isso não é comum ver um túnel de protão como é ver algo como um túnel elétrico. Mas é possível, e quando acontece dentro de uma molécula de ADN, estes podem essencialmente mover átomos para o local errado, o que leva a uma mutação no código genético.

“Há muito que se suspeita que o mundo quântico – que é estranho, contra-intuitivo e maravilhoso – desempenha um papel na vida tal como a conhecemos”, explicou Marco Sacchi, químico e autor do estudo. “Embora a ideia de que algo pode estar presente em dois lugares ao mesmo tempo possa ser absurdo para muitos de nós, isto acontece recorrentemente no mundo quântico e o nosso estudo confirma que a escavação de túneis quânticos também acontece no ADN à temperatura ambiente”.

A probabilidade de uma destas mutações quânticas levar a um problema médico é remota – o artigo científico nota que as moléculas de ADN são capazes de se corrigir a si próprias num curto período de tempo. Mas como acontece com as outras mutações, é possível que estas se instalem e se propaguem através de processo de replicação do ADN, causando potencialmente problemas ou mesmo aumentando o risco de cancro.

“Há ainda um longo e excitante caminho à nossa frente para compreender como funcionam os processos biológicos a nível subatómico”, explicou o também autor do estudo e biólogo quântico Louie Slocombe, “mas o nosso estudo — e inúmeros outros ao longo dos últimos anos — confirmou que a mecânica quântica está em jogo”.

https://zap.aeiou.pt/a-fisica-quantica-e-capaz-de-mudar-o-adn-sugere-um-novo-estudo-463790

 

Hubble captura incrível colisão de três galáxias que se vão fundir numa super-galáxia gigante !

A fusão entre duas galáxias é mais comum, mas também há eventos de colisão entre três. Estes eventos são mais comuns do que se pode pensar e são essenciais para delinearem a forma do nosso Universo.

Uma nova imagem captada pelo Hubble chamada IC 2431 mostra um fenómeno incrível — a fusão de três galáxias que se vai eventualmente transformar numa única galáxia gigante, relata o Science Alert.

A fusão está a acontecer a 681 milhões de anos-luz da Terra e pode revelar mais detalhes sobre como as galáxias crescem e evoluem ao longo de milhares de milhões de anos.

Este tipo de eventos é mais comum do que se pode pensar, já que todo o espaço que existe no Espaço sugere que as colisões que levam a estas fusões são raras. No entanto, até a nossa própria Via Láctea já passou por várias fusões ao longo da sua história de 13.6 mil milhões de anos.

Os astrónomos acreditam que as galáxias se atraem devido à gravidade que é canalizada através dos fios da teia cósmica invisível e que estas fusões têm um papel fundamental na forma do Universo.  

Estas colisões causam distúrbios gravitacionais que chocam e comprimem os gases que foram as estrelas nas galáxias, o que causa ondas de formações estelares com os aglomerados densos no material a colapsarem sob a sua própria gravidade e darem assim origem a estrelas bebé.

As fusões entre duas galáxias são as mais comuns, mas as colisões entre três também acontecem. Na altura final de uma fusão, os buracos negros super massivos no centro de cada galáxia atraem-se e ficam presos numa órbita binária ou trinária.Os cientistas acreditam que, eventualmente, os buracos negros também se fundem.

As ondas gravitacionais destas fusões ainda não foram detectadas, provavelmente por ocorrerem numa frequência que os nossos dispositivos actuais ainda não apanham.

https://zap.aeiou.pt/hubble-colisao-tres-galaxias-464147

 

“O Feitiço do Tempo” da vida real: Cientistas simularam 100 mil futuros diferentes !


Uma equipa de investigadores simulou 100 mil futuros distintos, que mostram o que pode acontecer em diferentes cenários climáticos.

O filme “O Feitiço do Tempo”, de 1993, protagonizado por Bill Murray e Andie MacDowell, conta a história de um meteorologista fica preso numa armadilha temporal que o faz reviver o mesmo dia vezes sem fim.

Embora no começo aproveite para agir de forma irresponsável, acaba por aproveitar a oportunidade para melhorar como pessoa e, derradeiramente, conquistar sua amada.

Um pouco como neste clássico do cinema, uma equipa de cientistas simulou 100 mil futuros climáticos diferentes para tentar perceber como é que nós próprios podemos melhorar e que consequências as nossas ações podem ter.

A modelagem preditiva é a única coisa que pode aproximar-nos remotamente do enredo de “O Feitiço do Tempo”. Desta forma, os investigadores podem tentar identificar os fatores que podem fazer a diferença na luta climática.

Como realça o ScienceAlertnuma altura em que estamos aquém do cumprimento do Acordo de Paris e as emissões de dióxido de carbono continuam acima do desejado, encontrar estes pontos-chave é mais importante agora do que nunca.

A maioria das modelagens climáticas até hoje concentrou-se em aspetos técnicos. Estudos anteriores demonstraram que temos os recursos necessários para fazer as mudanças, mas o progresso é abafado por outros fatos desvalorizados pela modelagem preditiva.

Neste estudo, as diferentes simulações até ao ano 2100 tiveram em consideração fatores sociais, económicos e políticos.

“Estamos a tentar entender o que há nesses sistemas sócio-político-técnicos fundamentais que determinam as emissões”, diz Frances Moore, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Os cientistas sugerem que este “sinal emergente de alterações climáticas na experiência quotidiana de clima das pessoas pode levar a um amplo reconhecimento da existência do aquecimento global”. Consequentemente, pode fazer com que as pessoas apoiem políticas ambientais.

Num estudo anterior, Moore já tinha percebido as pessoas tendem a comparar as anomalias climáticas atuais com o que se lembram dos últimos oito anos. Isto faz com que o termo de comparação mude de pessoa para pessoa e ao longo do tempo.

Para os investigadores, fatores sociais, económicos e políticos são de igual importância, visto que “quase todos os nossos aglomerados identificados têm parâmetros distintos de mais de uma área”, escrevem os autores.

Mais de 90% das simulações mostraram que estamos pelo menos no caminho certo para reduzir pelo menos 0,5ºC o cenário de 3,9°C de aquecimento.

No entanto, nos piores cenários, “as populações são altamente fragmentadas pela opinião política, impedindo a difusão do apoio às políticas climáticas”.

Como outros estudos já sugeriram, as simulações mostram que é altamente improvável que possamos permanecer abaixo de 1,5°C, mesmo num ‘cenário de ação agressiva’.

Ainda assim, os cenários futuros demonstram que ainda é possível manter as emissões abaixo de 2°C.

Em 30% dos cenários, “a rápida difusão do apoio às políticas climáticas leva a um rápido aumento na ambição política na década de 2020”, levando a uma redução das emissões globais para zero até 2060.

“Compreender como é que as sociedades respondem às alterações ambientais e como é que as políticas surgem dos sistemas sociais e políticos é uma questão-chave na ciência da sustentabilidade”, argumenta Moore.

https://zap.aeiou.pt/o-feitico-do-tempo-da-vida-real-cientistas-simularam-100-mil-futuros-diferentes-463694

 

Uma bactéria desenvolveu sozinha o seu próprio, único e robusto sistema de fotossíntese !


A bactéria Gemmatimonas phototrophica conseguiu desenvolver este sistema depois de ter roubado um grupo de genes a uma proteobacteria antiga.

A fotossíntese é um processo essencial para a vida na Terra, com as plantas a usarem a luz solar para criarem o oxigénio que precisamos para respirar.

Agora, há uma espécie de bactéria que desenvolveu um método peculiar de fazer a sua própria fotossíntese. Um novo estudo publicado na Science Advances relata a descoberta de investigadores de uma “obra de arte da natureza” referente a um dispositivo molecular que ‘come’ a luz que nunca tinha sido visto.

Apesar de já sabermos várias informações sobre bactérias fotossintéticas, o processo das Gemmatimonas phototrophica, que vivem no deserto de Gobi, é único.

Algures durante a história destas bactérias, estas roubaram um grupo de genes ligados à fotossíntese de uma proteobacteria antiga, um filo de bactérias completamente diferente, escreve o Science Alert.

Isto mostra o poder da transferência horizontal de genes entre bactérias — que alimenta a resistência aos antibióticos —ao permitir que um diferente tipo de organismo consiga passar a alimentar-se com a luz solar.

Este complexo de moléculas é altamente estável e tem um centro de reação central que nunca foi visto em mais nenhuma bactéria, composto por um anel interno que captura a luz solar e um novo tipo de anel externo. Juntos, os três componentes são maiores do que outros complexos de fotossíntese conhecidos anteriormente.

Os anéis externos apanham a luz solar, com o anel extra a acrescentar bandas de absorção de 800 e 816 nanómetros à já existente no anel interno, que absorve 868 nanómetros. Estes enviam depois os fotões que apanham até ao centro de reação onde se encontram os cromóforos, dando-se início à fotossíntese.

A luz capturada leva os cromóforos a transferir os seus eletrões ao longo de um caminho que induz os átomos de água até uma série de reações, usando o dióxido de carbono para produzir açúcar.

O centro de reação da G. phototrophica é diferente por ter uma organização única de moléculas estabilizadores, o que significa que exige mais energia para ser construído do que outros semelhantes.

O estudo mostra assim que esta bactéria desenvolveu independentemente o seu próprio sistema compacto, robusto e eficaz de transformar a luz solar em comida.

https://zap.aeiou.pt/bacteria-unico-sistema-fotossintese-463780

 

De 500 dias para 45 - Propulsores com lasers prometem reduzir o tempo de viagem da Terra até Marte !


O sistema é semelhante à propulsão com um reactor nuclear, mas usa lasers como um alternativa. A viagem passaria a ser feita em apenas seis semanas.

A NASA e a China querem levar a Humanidade a Marte na próxima década, mas há ainda muitos desafios logísticos que têm de ser ultrapassados antes de podermos embarcar nessa viagem.

As previsões da agência norte-americana apontam para que demorássemos 500 dias até chegarmos ao Planeta Vermelho, mas um novo estudo publicado na Astronomy & Astronomy promete conseguir reduzir a viagem para apenas 45 dias.

A investigação foi feita por uma equipa de engenheiros canadianos da Universidade de McGill, que relatam a criação de um sistema de propulsão laser-térmico, onde os lasers são usados para aquecer o combustível de hidrogénio.

Nos últimos anos, a propulsão com energia direccionada tem sido muito estudada e um novo programa da NASA em 2009 começou a procurar uma forma de adapatar estes sistemas a missões interestelares, nota o Universe Today.  

Já foram conhecidos vários projectos com este foco, mas esta nova possibilidade distingue-se por ser um conceito interplanetário. Nesta aplicação, os lasers são usados para levarem energia a matrizes fotovoltaicas numa nave espacial, que é convertida em electricidade para alimentar um propulsor de efeito Hall.

A ideia é semelhante a um sistema de propulsão nuclear-eléctrica, mas uma matriz de lasers é usada em vez de um reactor nuclear.

Para além do propulsor de energia direccionada e de hidrogénio, a arquitectura da de uma nave espacial laser-térmica inclui outras tecnologias, como matrizes de lasers de fibra óptica, estruturas espaciais insufláveis e o desenvolvimento de materiais resistentes a altas temperaturas que permitam a entrada na atmosfera de Marte.

Com a combinação destes elementos, um foguetão poderá chegar a Marte em apenas seis semanas, algo que anteriormente se achava que era apenas possível com foguetões alimentados com energia nuclear.

Assim, reduzem-se os riscos em viagens mais longas, como a exposição prolongada à radiação e à microgravidade. Este novo método também permite a criação de um sistema de trânsito rápido entre a Terra e Marte que vai acelerar a criação de infraestruturas entre os dois planetas.

No entanto, há ainda vários desafios pela frente, especialmente com a câmara que aquece os lasers, já que será difícil ter o hidrogénio a uma temperatura superior a 10 000 Kelvins ao mesmo tempo que se tenta manter as paredes da câmara frias.

https://zap.aeiou.pt/propulsores-lasers-reduzir-viagem-marte-463706

As mega inundações depois da Idade do Gelo inclinaram a crosta da Terra !


Uma pesquisa dá uma nova perspetiva sobre a formação do deserto Channeled Scablands em Washington, que foi criado pelas enormes inundações de Missoula no fim da última Idade do Gelo.

Um novo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences resolveu um mistério que intrigava os geólogos há décadas. Na última Idade do Gelo, enormes quantidades de água da Terra transformaram-se em glaciares gigantes, que derreteram e inundaram o planeta.

Os vestígios de um dos maiores destes dilúvios ainda é visível no leste do estado de Washington, num deserto conhecido como Channeled Scablands. Há muito que os cientistas procuravam entender as dinâmicas destas cheias e a pesquisa dá um pista.

Estes glaciares antigos eram tão grandes e pesados que inclinaram a crosta da Terra e quando o peso foi libertado devido ao seu derretimento, o solo mexeu-se também, mudando o curso destas mega inundações, escreve o Science Alert.

Os investigadores usaram modelos das inundações antigas e testaram se o ajuste isostático glacial — deflexões na crosta causadas com a formação e o derretimento de pedaços pesados de gelo — afectaria o fluxo da rota e a erosão dos trilhos proeminentes no Scabland. O objetivo é reconstruir a topografia do deserto em diferentes fases da Idade do Gelo.

Até agora, as reconstruções das rotas das inundações tinham-se focado em como outras variáveis as influenciariam — como a erosão e o movimento dos sedimentos, as mecânicas tridimensionais do ambiente ou como as barragens de gelo se partem.

Estes estudos anteriores também se baseavam em reconstruções da topografia atual, aproximando-as às paisagens passadas. Os geólogos repararam que os efeitos dos derretimento dos glaciares na crosta da Terra também estariam a influenciar a rota e o comportamento destas inundações.

Os glaciares cobriram uma área vasta da América do Norte durante a última Idade do Gelo, mas começaram a derreter há cerca de 20 mil anos. As mega inundações de Missoula ocorreram entre há 18 mil e 15 500 anos. O lago Missoula formou-se quando uma grande parte do glaciar Cordilleran represou o Vale do rio Clark Fork, com a água a acumular-se. Eventualmente, a barragem quebrou-se, dando início à inundação.

Quando a água suficiente tinha corrido, a barragem de gelo voltou a formar-se e a água começou a acumular-se novamente. É provável que este processo tenha ocorrido várias vezes nos milhares de anos seguintes.

A deformação da crosta da Terra devido à expansão e ao contacto dos glaciares teria alterado a elevação da paisagem em centenas de metros durante este período. A pesquisa lembra quão dinâmica a paisagem era, com desfiladeiros íngremes.

Em pesquisas futuras, a equipa quer simular as grandes inundações passadas e ter em conta fatores múltiplos que determinam a sua rota.

https://zap.aeiou.pt/mega-inundacoes-inclinaram-crosta-terra-463753

 

Cristais de tempo estão mais perto de existir fora do laboratório !


Acabou de ser dado mais um passo em direção aos cristais de tempo, que podem vir a ser utilizados para aplicações práticas.

Um novo trabalho experimental produziu um cristal do tempo com temperatura ambiente, num sistema que não está isolado do seu meio ambiente.

Segundo os investigadores, esta experiência abre caminho para cristais de tempo do tamanho de um chip, que podem ser utilizados em cenários do mundo real, longe do equipamento de laboratório dispendioso, necessário para os manter em funcionamento, relata a Science Alert.

“Quando o seu sistema experimental tem troca de energia com o seu ambiente, a dissipação e o ruído trabalham de mãos dadas para destruir a ordem temporal“, explica Hossein Taheri, engenheiro da Universidade da Califórnia, em Riverside.

“Na nossa plataforma fotónica, o sistema estabelece um equilíbrio entre o ganho e a perda para criar e preservar cristais temporais“, acrescenta.
 
Os cristais do tempo, também chamados de cristais do espaço-tempo, e apenas confirmados como realmente existentes há alguns anos, são tão fascinantes como o nome sugere. São uma fase da matéria que se assemelha muito aos cristais regulares, com uma propriedade adicional muito significativa.

Nos cristais regulares, os átomos constituintes estão dispostos numa estrutura de grade fixa tridimensional — a grade atómica de um diamante ou cristal de quartzo é um bom exemplo.

Estas grades repetidas podem diferir em configuração, mas dentro de uma dada formação não se movem muito — apenas se repetem no espaço.

Com cristais de tempo, os átomos comportam-se de forma um pouco diferente. Eles oscilam, girando primeiro numa direção, e depois na outra.

Estas oscilações — chamadas “ticking” — são bloqueadas a uma frequência regular e particular. Onde a estrutura dos cristais regulares se repete no espaço, nos cristais do tempo repete-se no espaço e no tempo.

Para estudar os cristais do tempo, os cientistas utilizam condensados de Bose-Einstein de quasipartículas magnéticas.

Estes têm de ser mantidos a temperaturas extraordinariamente baixas, muito próximas do zero absoluto. Isto requer equipamento de laboratório bastante especializado e sofisticado.

No estudo de Taheri, publicado na Nature Communications, os investigadores criaram um cristal de tempo sem o arrefecimento anteriormente usado. Os seus cristais de tempo eram sistemas quânticos totalmente óticos, criados à temperatura ambiente.

Primeiro, levaram um pequeno microresonador, um disco feito de vidro de fluoreto de magnésio com apenas um milímetro de diâmetro. Depois, bombardearam-no com dois lasers.

Os picos subarmónicos autopreservantes (solitons) resultantes das frequências geradas pelos dois lasers indicavam a criação de cristais de tempo.

O sistema cria uma “armadilha” de grades rotativas para os solitões óticos, que depois apresentam a periodicidade.

Para manter o sistema à temperatura ambiente, a equipa utilizou o bloqueio por auto-injeção, uma técnica que assegura que a saída do laser mantém uma certa frequência ótica. Isto significa que o sistema poderia ser movido para fora do laboratório e utilizado para aplicações exteriores, de acordo com os investigadores.

Para além de potenciais explorações futuras das características dos cristais de tempo, tais como transições de fase, o sistema poderia ser utilizado para efetuar novas medições do próprio tempo. Os cristais de tempo poderiam mesmo ser integrados, um dia, em computadores quânticos.

“Esperamos que este sistema fotónico possa ser utilizado em fontes de radiofrequência compactas e leves, com estabilidade superior, bem como em precisão na medição do tempo“, concui Taheri.

https://zap.aeiou.pt/cristais-de-tempo-estao-mais-perto-de-existir-fora-do-laboratorio-463207

 

O “casaco do Apocalipse” promete proteger-nos numa viagem ao Espaço, de zombies e calor intenso !

O casaco tem ainda 23 bolsos e pode ser transformado num saco-cama. É feito com um material criado nos anos 50 para ser usado na missão Apollo da NASA.

Atenção, a todos os que se estão a preparar para o apocalipse — há uma nova invenção que promete ser a salvação de que precisamos para sobrevivermos ao dia do juízo final, que se avizinha cada vez mais com as alterações climáticas.

Lançado a 27 de Janeiro, um casaco promete ajudar-nos a sobreviver a situações extremas que envolvem lava, incêndios súbitos e erosão química, avança o Interesting Engineering.

O casaco foi criado pela empresa britânica Vollebak e é feito com um material que foi inventado originalmente no final da década de 1950 pelo químico Carl Marvel para ser usado no programa Apollo da NASA.

O material em causa chama-se polibenzimidazol e é uma fibra sintética que a Vollebak descreve como tendo uma “estabilidade térmica e química excepcional”, já que consegue “reter a sua integridade depois de ser exposto ao calor elevado, químicos e abrasão, sem quebrar ou endurecer, ao contrário de outros materiais que retardam o fogo”.

A empresa promete ainda que o material é “completamente à prova de fogo” e “resistente o suficiente para sobreviver no Espaço”, o que não é surpreendente, já que foi inicialmente criado para ser usado por astronautas.

O design do casaco foi inspirado pelo relatório “Preparedness 101: Zombie Apocalypse” do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças e a Vollebak promete que quem está preparado para um apocalipse com zombies, “está preparado para praticamente tudo”.

O capuz do casaco foi também inspirado por um design criado para a Força Aérea dos Estados Unidos nos anos 50 e permite que o utilizador sele a sua cara completamente, deixando apenas um buraco aberto para a entrada de ar, e protegendo o rosto do ambiente.

Equipado com 23 espaçosos bolsos que podem ser usados para guardar bens essenciais ou para ajudar a isolar o calor em temperaturas extremas, o casaco pode ainda também ser transformado num saco-cama. Para além disto, é ainda confortável, algo que pode parecer difícil com todas estas funcionalidades.

O preço de venda é 1295 dólares — 1140 euros — e o casaco ficou disponível para encomenda a 2 de Fevereiro de 2022.

https://zap.aeiou.pt/casaco-apocalipse-viagem-espaco-463199

 

Mastigar uma chiclete pode reduzir os nascimentos prematuros !


Um novo estudo científico mostrou que mastigar uma pastilha sem açúcar diariamente pode reduzir os nascimentos de bebés prematuros.

Segundo a Sience News, a investigação foi inspirada por pesquisas anteriores que ligavam a má saúde oral ao nascimento prematuro.

A goma contém xilitol — um químico que pode impulsionar a saúde oral — em vez do açúcar normal.

Entre as mulheres que mastigaram a goma xilitol, 549 das 4.349 gravidezes (12,6%) foram prematuras, de acordo com as declarações dos investigadores, na Reunião Anual de Gravidez da Society for Maternal-Fetal Medicine.

Isto é uma redução de 24%, em comparação com o grupo que não recebeu a pastilha. Entre essas mulheres, 878 das 5.321 gravidezes (16,5%) tiveram os bebés antes das 37 semanas.

A saúde oral de quem mastigou as chicletes também melhorou. Cerca de 4.000 das mulheres fizeram um exame dentário inicial e um check-up posterior.

As mulheres que mastigavam a gengiva reduziram a doença periodontal, uma condição em que o tecido que envolve os dentes fica infetado e inflamado, em comparação com as que não receberam a gengiva de mascar.

“Os resultados são muito encorajadores“, afirma Kim Boggess, especialista em medicina materno-fetal na Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.

Os investigadores “estão a abordar um problema muito complexo numa área de poucos recursos, tentando utilizar uma intervenção de baixa tecnologia e de fácil aplicação”. Seria necessária mais investigação para verificar se a pastilha poderia funcionar noutros contextos, acrescenta ainda.

Para o novo estudo, os investigadores inscreveram cerca de 10.000 mulheres em oito centros de saúde na área metropolitana de Lilongwe, no Malawi, no sudeste africano, antes de estarem grávidas ou no início da gravidez.

Todas as mulheres receberam informações personalizada sobre a gravidez, para prevenir o parto prematuro e melhor a saúde oral. Cerca de metade das mulheres também receberam a pastilha elástica.

O estudo fez parte de um projeto de uma década na região em redor de Lilongwe, que tem uma taxa de nascimento prematuro de cerca de 19,3%, uma das mais elevadas a nível mundial.

Em primeiro lugar, a equipa de investigação falou com membros da comunidade para saber quais os principais problemas relacionados com a gravidez.

Em grupos focais realizados no início do projeto, “todos os participantes sabiam de muitas mulheres que tinham sofrido de gravidez com nascimento prematuro“, diz o membro da equipa Kjersti Aagaard, especialista em medicina materno-fetal no Baylor College of Medicine e no Texas Children’s Hospital em Houston.

Os bebés nascidos prematuramente podem ter complicações prejudiciais aos seus pulmões, neurodesenvolvimento e riscos de saúde a longo prazo. São mais propensos a morrer no seu primeiro ano de vida.

Juntamente com a aprendizagem das perceções da comunidade sobre o parto prematuro, os investigadores também avaliaram a taxa de cavidades e doenças gengivais entre as mulheres grávidas e pós-parto, cerca de 70%.

Os estudos que encontraram uma ligação entre a doença periodontal e o nascimento prematuro remontam há algumas décadas.

A diversidade e a dimensão da comunidade microbiana na boca é apenas secundária em relação ao intestino.

Com a doença periodontal, há uma mudança na composição dessa comunidade microbiana oral, dando lugar a bactérias que causam inflamação e danificam o tecido gengival. A partir daí, as bactérias podem entrar na corrente sanguínea para alcançar outros órgãos, possivelmente a placenta.

Mastigar pastilha elástica de xilitol reduz as cavidades e que pode também diminuir a inflamação. Aagaard e outros investigadores estão a planear estudar mais o que está a acontecer a nível microbiano, para compreender como uma melhor saúde oral reduz o nascimento prematuro.

A equipa também quer acompanhar o desenvolvimento neurológico das crianças nascidas cedo e das que nasceram a tempo, no seu estudo.

“Por mais rentável que seja uma intervenção, ainda queremos ter a certeza de que está a fazer a diferença na vida de alguém“, conclui Aagaard.

https://zap.aeiou.pt/mastigar-uma-chiclete-pode-reduzir-os-nascimentos-prematuros-463033

 

Cientistas australianos mais perto da criação de uma vacina contra a asma !


A contração de infeções respiratórias graves aumenta o risco de os bebés desenvolverem asma mais tarde. A administração do medicamento OM-85 impede que as infeções se tornem graves e pode ser a chave para a criação de uma vacina contra a asma.

Uma equipa de investigadores australianos está mais perto de conseguir desenvolver uma vacina para asma ao dar aos bebés um medicamento que treina o sistema imunitário chamado OM-85.

O OM-85 resulta de uma combinação de moléculas extraídas as paredes das bactérias que causam as infeções respiratórias mais comuns. A medicação ainda não está disponível na Austrália, mas há décadas que é amplamente usada na Europa e na América do Sul, revela a Cosmos.

Nos nossos tratos gastrointestinais, as bactérias treinam o sistema imunitário ao enviarem uma corrente de sinais através do revestimento mucoso até aos tecidos perto das células imunitárias.

O OM-85 funciona ao melhorar este processo de treino com o estímulo da maturação dos linfócitos T no intestino superior. Quando chegam à maturidade, estas células podem migrar para outras superfícies mucosas no corpo para reforçarem as defesas — um processo que é essencial na proteção dos pulmões e das vias respiratórias.

Desta forma, a administração do OM-85 pode ser feita de forma preventiva para quem tem um maior risco caso contraia uma infeção respiratória. Os bebés que tenham uma infeção destas têm um maior risco de desenvolverem asma quando crescem, pelo que este medicamento pode ser a chave para a prevenção da doença.

A equipa liderada pela estudante de doutoramento Niamh Troy procurou procurar porque é que este tratamento funciona para que se possa avançar para a criação de uma vacina. Os resultados foram detalhados num estudo publicado na Journal of Allergy and Clinical Immunology.

Os cientistas observaram amostras de bebés que receberam o OM-85 ou um placebo para verem como os seus genes imunitários respondiam a uma infeção.

“Concluímos que os bebés que receberam o tratamento tinham um ‘alarme’ do imunitário mais forte que enviava um sinal ao sistema imunitário no início da infeção. Também concluímos que estes bebés tiveram uma resposta inflamatória menor à infeção”, explica Troy.

A administração do medicamento não preveniu as constipações que os bebés apanham, mas impediu que estes casos se tornassem graves e pudessem aumentar o risco de desenvolverem asma mais tarde.

“Ao entendermos como o OM-85 ajuda os bebés a lutar contra as infeções respiratórias, estamos um passo mais perto de entendermos como prevenir que desenvolvam asma”, remata Troy.

Os resultados do estudo vão ser tidos em conta pelo Centro Wal-yan, cujo objetivo é o desenvolvimento de uma vacina contra a asma.

https://zap.aeiou.pt/cientistas-avanco-asma-vacina-462835

 

Estudo desfaz mito dos “7 anos de cão” — E pode ajudar humanos a viver mais !


Um novo estudo deita por terra o mito de que um ano em humanos equivale a sete anos em cães. Os resultados podem ajudar-nos a viver mais tempo.

A sabedoria popular diz-nos que um ano em humanos equivale a sete anos de vida num cão. No entanto, a ciência já nos mostrou que, por exemplo, as raças grandes envelhecem dez vezes mais rápido do que nós.

Agora, um novo estudo publicado na revista científica Nature vem, mais uma vez, deitar por terra este mito urbano. Nesta iniciativa, intitulada Dog Aging Project, os investigadores estão a estudar os genomas de 10 mil cães ao longo de dez anos.

Os cientistas querem procurar perceber o que faz com que alguns cães consigam viver mais de 20 anos. Se nos guiarmos pelas contas populares, estes cães teriam 140 anos de idade. Descobrir a resposta para esta questão pode até ter benefícios práticos nos seres humanos.

O objetivo do Dog Aging Project é entender como é que os genes, o estilo de vida e o ambiente influenciam o envelhecimento dos cães.

“Queremos usar essa informação para ajudar cães e pessoas a aumentar a longevidade e o período de vida livre de doenças”, lê-se no site do projeto.

“Este é um projeto muito grande, ambicioso e extremamente interdisciplinar que tem o potencial de ser um recurso poderoso para a comunidade científica mais ampla”, disse Joshua Akey, da Universidade de Princeton.

“Pessoalmente, acho este projeto empolgante porque penso que melhorará a saúde dos cães e, derradeiramente, a saúde humana”, acrescentou.

Um dos aspetos que entusiasma Akey é precisamente a tentativa de procurar perceber identificar os biomarcadores específicos do envelhecimento canino em cães que vivem até aos 20 anos.

Os investigadores antecipam que as descobertas vão traduzir-se no envelhecimento humano, por várias razões: os cães terem quase todos os declínios funcionais e doenças do envelhecimento que as pessoas sofrem; a extensão dos cuidados veterinários é paralela à saúde humana de muitas maneiras; e os nossos cães compartilham os ambientes em que vivemos.

https://zap.aeiou.pt/mito-7-anos-cao-ajudar-viver-mais-463400

 

Novo tratamento promete revolucionar a Medicina e criar órgãos de transplante universais !


Um tratamento com enzimas permite tornar os pulmões — independentemente do tipo sanguíneo do doador — compatíveis com todos os pacientes que precisem de um transplante.

Num novo estudo publicado na Science Translational Medicine, os cientistas conseguiram converter pulmões doados em órgãos de transplante universais, ou seja, não é preciso que o doador e o recetor sejam compatíveis e tenham o mesmo tipo sanguíneo.

A equipa fez experiências nos pulmões universais ex vivo num dispositivo de perfusão pulmonar que mantém os órgãos vivos fora do corpo. No próximo ano e meio, os autores querem testar estes pulmões em recetores humanos, avança o Live Science.

A tecnologia pode ajudar a reduzir o número de pulmões doados que são descartados por não haver um recetor compatível na proximidade, já que o tamanho do órgão e o tipo sanguíneo são os principais factores usados para fazer a correspondência entre o doador e o recetor.

Para além disto, esta inovação vai ajudar a reduzir a falta de doadores do tipo O, já que os pacientes com este tipo sanguíneo têm listas de espera maiores e um risco de morte 20% maior enquanto esperam por um transplante de pulmão, visto que não podem aceitar órgãos de doadores de outro tipo sanguíneo.

Apesar de só poderem receber órgãos de outras pessoas com o tipo O, quem tem este tipo sanguíneo pode doar a qualquer pessoa. Com estes órgãos universais a terem tanta procura, os doentes com este tipo sanguíneo acabam por ter uma maior mortalidade e estar mais tempo à espera.

Para tentar resolver este problema, Marcelo Cypel, diretor cirúrgico do Centro de Transplantes de Ajmera e professor na Universidade de Toronto, contactou Stephen Withers, um professor de bioquímica da Universidade de British Columbia.

O laboratório de Withers estava a trabalhar num método de remoção dos antigénios dos glóbulos vermelhos dos tipos A, B e AB, podendo assim transformá-las no tipo universal O. A equipa descobriu um grupo de enzimas nos intestinos em 2018 que conseguiam concluir este processo.

Os cientistas juntaram-se assim para tentarem aplicar esta descoberta aos transplantes de órgãos. No novo estudo, aplicaram as duas enzimas aos pulmões de doadores com o tipo A enquanto estes estavam a ser suportados no dispositivo de perfusão.

Ao aplicarem as enzimas durante quatro horas — o mesmo período de tempo que tipicamente os pulmões ficam no dispositivo antes de serem transplantados — 97% dos antigénios A foram eliminados.
A equipa fez ainda uma avaliação de segurança com três pares de pulmões do tipo A, tratando os do lado direito com as enzimas e deixando os do lado esquerda intactos. Depois das quatro horas, os cientistas perfundiram os órgãos com plasma tipo O, que tem anticorpos anti-A e anti-B, e registou as diferenças nas respostas, com um foco especial nos sinais de rejeição hiperaguda.

“Podemos ver que os pulmões que foram tratados com a enzima, comportaram-se perfeitamente bem, mas os pulmões que não foram tratados mostraram sinais de rejeição hiperaguda rapidamente”, revela Cypel.

Os cientistas querem agora começar os testes clínicos em pacientes humanos, mas há ainda algumas dúvidas. Por exemplo, depois do transplante, as células nos pulmões vão começar a produzir os antigénios no sangue mais uma vez, o que pode levar a que o sistema imunitário comece a atacar o órgão transplantado.

A equipa acredita que isso é pouco provável devido ao fenómeno da “acomodação“, que se refere à resistência que o órgão desenvolve contra ataques do sistema imunitário após os primeiros dias a seguir à cirurgia. Mesmo assim, os cientistas garantem que vão estar atentos a todos os sinais.

Para além deste avanço promissor nos transplantes de pulmão, este tratamento com as enzimas pode, no futuro, vir a ser usado noutros órgãos e também no sangue usado nas transfusões.

https://zap.aeiou.pt/tratamento-orgaos-transplante-universais-463367

 

Há um novo tipo de estrela - E está coberta de cinzas de hélio queimadas !


Astrónomos alemães descobriram um novo tipo de estrela, coberta com o subproduto do hélio queimado, e que pode ter sido formada por um raro evento de fusão.

Segundo a Royal Astronomical Society, foi uma equipa de astrónomos alemães, liderados por Klaus Werner, professor da Universidade de Tübingen, que descobriu uma nova estrela.

Enquanto as estrelas normais têm superfícies compostas de hidrogénio e hélio, as estrelas descobertas pela equipa de Werner têm as suas superfícies cobertas de carbono e oxigénio, as cinzas da combustão de hélio — uma composição exótica para uma estrela.

A situação torna-se mais confusa à medida que as novas estrelas têm temperaturas e raios que indicam que ainda estão a queimar hélio nos seus núcleos — uma propriedade tipicamente observada em estrelas mais evoluídas do que as descobertas pela equipa de investigadores.

O estudo, publicado nos Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, deu origem a um segundo trabalho de um grupo de astrónomos da Universidade de La Plata e do Instituto Max Planck de Astrofísica, que oferece uma possível explicação para a formação no novo tipo de estrelas.

“Acreditamos que as estrelas descobertas pelos nossos colegas alemães possam ter-se formado numa espécie muito rara de fusão estelar entre duas estrelas anãs brancas”, explica Miller Bertolami, do Instituto de Astrofísica de La Plata, autor principal do segundo trabalho.

As anãs brancas são os restos de estrelas maiores que esgotaram o seu combustível nuclear, e são, geralmente, muito pequenas e densas.

Sabe-se que as fusões estelares ocorrem entre anãs brancas em sistemas binários próximos, devido à diminuição da órbita causada pela emissão de ondas gravitacionais.

“Normalmente, as fusões entre anãs brancas não levam à formação de estrelas enriquecidas em carbono e oxigénio”, explica Miller Bertolami, “mas acreditamos que, para sistemas binários formados com massas muito específicas, uma anã branca rica em carbono e oxigénio pode ser perturbada e acabar em cima de uma anã rica em hélio, levando à formação destas estrelas“.

No entanto, nenhum modelo estelar atual pode explicar completamente as estrelas recentemente descobertas.

A equipa precisa de estudar melhor o fenómeno para conseguirem avaliar se estas fusões podem realmente acontecer.

Estes modelos poderiam não só ajudar a equipa a compreender melhor estas estrelas, mas também fornecer uma melhor visão da evolução tardia dos sistemas binários e da forma como as suas estrelas trocam massa à medida que evoluem.

Até que os astrónomos desenvolvam modelos melhores para a evolução das estrelas binárias, a origem das estrelas cobertas de hélio será alvo de debate.

“Normalmente esperamos que as estrelas com estas composições de superfície já tenham terminado de queimar hélio nos seus núcleos, e estejam a caminho de se tornarem anãs brancas. Estas novas estrelas são um grande desafio à nossa compreensão da evolução estelar“, explica o Professor Werner.

https://zap.aeiou.pt/ha-um-novo-tipo-de-estrela-e-esta-coberta-de-cinzas-de-helio-queimadas-462739

 

Olhos podem revelar sinal oculto da doença de Alzheimer !


O desbaste da retina na meia-idade está ligado ao desempenho cognitivo no início e na vida adulta. Por outras palavras, esta parte do olho é um indicador importante da saúde do cérebro.

Uma equipa da Universidade de Otago reuniu dados do Estudo Dunedin, que acompanhou as vidas de mais de mil bebés nascidos no início dos anos 70 na Nova Zelândia.

Cinco décadas mais tarde, Ashleigh Barrett-Young selecionou um subgrupo de 865 adultos que tinham feito exames oftalmológicos aos 45 anos de idade, assim como vários testes neuropsicológicos na idade adulta e na primeira infância, como parte da experiência de Dunedin.

A espessura de duas partes diferentes da retina – camadas de fibras nervosas e camadas de células ganglionares – foram medidas nas análises.

De acordo com o portal Science Alert, o resultado revelou que os participantes com camadas mais finas da retina obtiveram resultados mais baixos nos testes de desempenho cognitivo, tanto em adultos, como em crianças.

No entanto, não foram encontradas associações entre o afinamento da retina e um declínio geral no desempenho cognitivo. As camadas mais finas das fibras nervosas aos 45 anos estavam ligadas a um declínio na velocidade de processamento cerebral desde a infância, mas isso poderia ser apenas um sinal de envelhecimento geral, e não estar necessariamente ligado à doença de Alzheimer.

“Os resultados sugerem que a espessura da retina poderia ser um indicador da saúde geral do cérebro”, resume a líder da investigação.

Embora seja necessária mais investigação, a equipa afirma que os resultados poderão abrir caminho para um simples teste oftalmológico capaz de ajudar a prever o risco de doenças como o Alzheimer, a forma mais comum de demência.

https://zap.aeiou.pt/olhos-podem-revelar-sinal-alzheimer-462772

 

Desvendado o mistério de vida “alienígena” nas profundezas do Ártico !


Cientistas dizem que resolveram o mistério de como as esponjas gigantes florescem nas águas profundas e geladas do Ártico.

De acordo com a BBC News, as esponjas marinhas sobrevivem alimentando-se de restos de vermes e outros animais extintos que morreram há milhares de anos, segundo um estudo publicado a semana passada na Nature Communications.

Esponjas são animais antigos muito simples encontrados em mares de todo o mundo, de oceanos profundos a recifes tropicais rasos.

Foram encontradas a viver em grande número e em tamanho impressionante no fundo do Oceano Ártico.

Esses enormes “jardins de esponja” fazem parte de um ecossistema único que prospera no oceano coberto de gelo perto do Polo Norte, explica Teresa Morganti, investigadora do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha em Bremen, na Alemanha.

“Encontramos esponjas enormes — elas podem atingir até um metro de diâmetro”, sublinhou a investigadora. “Esta é a primeira evidência de esponjas a comer matéria fóssil antiga.”

Através de uma câmara nas profundezas do gelo, os investigadores conseguiram fotografar os conjuntos de esponjas que formam um “jardim” no fundo do mar.

Mas os cientistas ficaram confuso com o facto de aqueles animais primitivos sobreviverem nas profundezas frias e escuras, longe de qualquer fonte de alimento conhecida.

Mais recentemente, após analisar amostras da expedição ao Ártico, descobriram que as esponjas tinham em média 300 anos — e que esses seres sobrevivem com os restos de uma extinta comunidade de animais — com a ajuda de bactérias amigáveis ​​que produzem antibióticos.

“Onde as esponjas gostam de viver, há uma camada de material morto“, refere Antje Boetius, professora do Instituto Alfred Wegener em Bremerhaven, que liderou a expedição ao Ártico.

“E finalmente ocorreu-nos que esta pode ser a solução para o porquê de as esponjas serem tão abundantes, porque elas podem explorar essa matéria orgânica com a ajuda da simbiose”, acrescentou a investigadora.

A descoberta mostra que temos muito mais a aprender sobre o Planeta Terra e pode haver mais formas de vida à espera de serem descobertas debaixo do gelo.

“Há tanta vida do tipo alienígena e especialmente nos mares cobertos de gelo, onde mal temos tecnologia para ter acesso, olhar em redor e fazer um mapa”, acrescenta.

Mas com o gelo marinho do Ártico a recuar a uma taxa sem precedentes, os investigadores alertam que essa teia única de vida está sob crescente pressão das mudanças climáticas.

De acordo com cálculos científicos, tanto a espessura quanto a extensão do gelo marinho de verão no Ártico mostraram um declínio dramático nos últimos 30 anos, o que é consistente com as observações de um Ártico em aquecimento.

“Com a cobertura de gelo marinho em declínio rápido e o ambiente oceânico a mudar, um melhor conhecimento dos ecossistemas de hotspots é essencial para proteger e gerir a diversidade única desses mares do Ártico sob pressão”, conlui Boetius.

https://zap.aeiou.pt/ja-foi-desvendado-o-misterio-de-vida-alienigena-nas-profundezas-do-artico-462779

 

Monstro do Espaço - Astrónomos encontram a maior galáxia já conhecida !


A cerca de 3 mil milhões de anos-luz de distância está Alcyoneus, uma gigantesca radiogaláxia com 16,3 milhões de anos-luz de comprimento – a maior estrutura conhecida de origem galáctica.

As radiogaláxias são um mistério do Universo: muito luminosas no comprimento de onda de rádio, formadas por uma galáxia hospedeira (um aglomerado de estrelas a orbitar um núcleo galáctico, formado por um buraco negro supermassivo), jatos colossais e lóbulos que irrompem do centro.

Os astrónomos acreditam que os jatos têm origem no buraco negro supermassivo e que podem viajar por enormes distâncias antes de se dividirem em lóbulos emissores de ondas de rádio.

Quando interagem com o meio, estes jatos e lóbulos atuam como um acelerador de partículas para acelerar os eletrões que produzem emissão de rádio.

Segundo o Science Alert, não há grandes novidades neste processo, até porque a Via Láctea também tem lóbulos de rádio. O que intriga os astrónomos é o facto de não saberem o motivo de algumas galáxias terem lóbulos gigantescos, que alcançam a escala dos megaparsecs.  

Nestes casos, são chamadas de “radiogaláxias gigantes”, e as mais extremas podem ajudar a explicar este crescimento tão intenso.

A equipa acredita que se houver galáxias hospedeiras com características importantes para o crescimento das radiogaláxias, as hospedeiras das maiores possuem, muito provavelmente, estas características.

Alcyoneus

Os cientistas decidiram procurar estes objetos em dados recolhidos pelo radiotelescópio LOw Frequency ARray (LOFAR) e processados para remover emissões de rádio que pudessem interferir com as deteções dos lóbulos.

Foi ao analisar as imagens resultantes que os astrónomos descobriram o “monstro” Alcyoneus: “Descobrimos o que é, em projeção, a maior estrutura formada por uma única galáxia – uma gigantesca radiogaláxia com um comprimento projetado adequado de, 4,99 ± 0,04 megaparsecs”.

Trata-se de uma galáxia elíptica, com cerca de 240 mil milhões de vezes a massa do Sol e que guarda um buraco negro supermassivo de 400 milhões de massas solares no seu interior.

Alcyoneus e a sua anfitriã têm massa estelar e um buraco negro supermassivo mais pequenos do que os das radiogaláxias gigantes médias, pelo que ambas são estranhamente comuns.

“Alcyoneus e o seu hospedeiro são suspeitamente vulgares: a densidade total de luminosidade de baixa frequência, a massa estelar e a massa do buraco negro supermassivo são todas inferiores, embora semelhantes, às das radiogaláxias gigantes mediais”, escreveram os investigadores, no artigo científico disponível no arXiv.

As galáxias massivas ou os buracos negros supermassivos no interior não vão, necessariamente, dar origem a objetos gigantes. Por isso, a equipa sugere que Alcyoneus esteja numa região do Espaço de menor densidade, o que poderia permitir sua expansão.

Ainda assim, pode haver outras interações relacionadas a este processo de crescimento. Certo é que os autores acreditam que Alcyoneus continua a crescer.

https://zap.aeiou.pt/monstro-do-espaco-astronomos-encontram-a-maior-galaxia-ja-conhecida-462788

 

 

Vacina inalada contra a covid-19 vai começar a ser testada em humanos !


A vacina inalada que protege contra o coronavírus, criada por investigadores canadianos, já está pronta para testes em humanos.

Segundo o Freethink, a vacina poderia não só proteger as pessoas da covid-19, mas também contra vírus provenientes de animais que poderiam um dia infetar seres humanos.

À medida que os vírus se propagam, sofrem mutações genéticas menores, e quando descobrimos uma versão de um vírus com mutações únicas, chamamos-lhe uma nova estirpe. O coronavírus não é diferente — os investigadores descobrem novas estirpes todas as semanas.

O problema é que a proteína do pico do coronavírus é particularmente suscetível a mutações. Esta é a parte do vírus nas quais as vacinas disponíveis se focam, e as mutações estão a tornar as vacinas menos eficazes.

Além disso, os níveis de anticorpos no sangue diminuem com o tempo, reduzindo a imunidade à infeção e exigindo vacinas de reforço.  

Para ultrapassar este problema, investigadores da Universidade McMaster do Canadá desenvolveram uma vacina que se foca em duas partes do vírus que muito raramente sofrem mutações, e que são comuns a toda a família dos coronavírus.

“Ao visar uma amplitude de respostas imunitárias a diferentes partes do vírus covid, esperamos ver uma proteção mais ampla”, realçou a investigadora Fiona Smaill.

A vacina foi também concebida para ser inalada, em vez de injetada. Isto cria uma resposta imunitária local mesmo nas vias respiratórias onde o vírus se instala primeiro, chamada “imunidade da mucosa” — algo que as vacinas injetadas no músculo do braço não fazem muito bem.

“Esta versão inalada da vacina faz algo realmente especial e coloca o sistema imunitário nos nossos pulmões em alerta máximo para tudo”, explicou um dos investigadores da inoculação, Matt Miller.

“Ela estimula o que se chama imunidade inata treinada, que é uma forma do nosso sistema imunitário de se tornar mais preparado para lidar com qualquer infeção no futuro”, acrescenta ainda.

Os investigadores de McMaster concluíram agora um estudo da nova vacina contra a covid-19, e com base nos resultados recentemente publicados, funciona como se esperava, desencadeando a produção de anticorpos e células T, e estimulando a imunidade inata treinada.

Os investigadores estão agora a passar a sua atenção para um ensaio clínico de fase 1, no qual pelo menos 30 pessoas que já receberam duas doses de uma vacina covid-19 Pfizer ou Moderna receberão a vacina inalada como um reforço.

O objetivo deste teste será testar a segurança da vacina inalada e ver que tipo de resposta imunitária produz nos pulmões, vias respiratórias, e sangue dos participantes. Se o estudo tiver sucesso, testes maiores em humanos seriam o próximo passo no caminho para a aprovação.

https://zap.aeiou.pt/vacina-inalada-contra-a-covid-19-vai-comecar-a-ser-testada-em-humanos-463012

 

Cientistas criam cerveja sem álcool com o mesmo sabor e cheiro da cerveja normal !


Uma equipa de investigadores na Dinamarca conseguiu responder às críticas dos adeptos da cerveja de que as versões sem álcool têm um sabor mais aguado e diferente.

As vendas de cerveja sem álcool têm aumentado na Europa muito nos últimos anos, mas há muitos adeptos da bebida que ainda não se converteram por considerarem que o sabor não é tão bom como o da cerveja normal.

Esta ideia é suportada pela ciência. “O que falta na cerveja sem álcool é o aroma dos lúpulos. Quando se retira o álcool à cerveja, por exemplo, ao aquecê-la, também se mata o aroma que vem dos lúpulos. Outros métodos para a produção de cerveja sem álcool que minimizam a fermentação também levam à perda do aroma porque o álcool é preciso para os lúpulos passarem o seu sabor à cerveja”, revela Sotirios Kampranis, professor da Universidade de Copenhaga.

No entanto, este dilema chegou agora ao fim, como nota o Futurism. Um novo estudo publicado na Nature Biotechnology relata o processo da equipa da universidade dinamarquesa, que conseguiu produzir monoterpenóides — um pequeno grupo de moléculas que dá sabor à bebida — e adicioná-las ao processo de fermentação.

Em vez de acrescentarem lúpulos de aroma durante a fermentação cujo sabor é depois destruído no fim do processo, os investigadores transformaram células de fermento de padeiro em micro-fábricas que podem ser criadas nos fermentadores e libertam o aroma dos lúpulos.

“Quando as moléculas de aroma dos lúpulos são libertadas do fermento, recolhe-mo-las e coloca-mo-las na cerveja, dando-lhe o sabor da cerveja normal. Isto torna redundante o uso de lúpulos de aroma na fermentação, porque apenas são precisas as moléculas que passam o cheiro e o sabor”, acrescenta Kampranis.

Para além de melhorar o sabor da cerveja sem álcool, este método é mais sustentável do que as técnicas usadas até agora, visto que os lúpulos são maioritariamente criados na costa oeste dos Estados Unidos, o que causa elimina a necessidade de serem transportados e refrigerados. O seu cultivo exige ainda muita água e, no total, o novo método exige 10 mil vezes menos água e emite 100 vezes menos CO2.

A longo prazo, a equipa espera transformar a indústria da fermentação e a nova invenção já está a ser testada na Dinamarca. O plano é de que toda a indústria acolha esta técnica em Outubro de 2022.

https://zap.aeiou.pt/cerveja-sem-alcool-mesmo-sabor-462639

 

Descobertos mais detalhes sobre as enigmáticas auroras de raios X em Júpiter !


Uma equipa de investigadores descobriu a causa da emissão de raios X de alta energia nas auroras de Júpiter e por que é que a Ulysses ainda não as tinha detetado.

Um novo estudo publicado na Nature Astronomy debruçou-se sobre a emissão de raios X em comprimentos de onda de alta energia em Júpiter, nota o Science Alert.

A descoberta pode ajudar os cientistas a descobrir mais detalhes sobre as auroras mais poderosas no Sistema Solar e resolve um mistério antigo sobre porque é que a nave Ulysses não detetou estes raios nos anos em que esteve operacional, entre 1990 e 2009.

As auroras em Júpiter são brilhantes e permanentes em ambos os pólos do planeta, sendo apenas visíveis em comprimentos de onda ultravioleta. Também já foram observadas emissões de baixa energia — raios X suaves — nos observatórios Chandra e XMM-Newton.

Os cientistas acharam também que há emissões de raios X rígidos além daqueles que estes instrumentos conseguem identificar, decidindo assim recorrer ao satétile NuSTAR para as encontrarem.

“É bastante desafiante para um planeta gerar raios X no alcance que o NuSTAR deteta. Mas Júpiter tem um campo magnético enorme e gira muito rápido. Estas duas características significam que a magnetosfera do planeta age como um acelerador de partículas gigante, e isso possibilita estas emissões de alta energia“, revela o astrofísico Kaya Mori, da Universidade de Columbia.

As auroras de Júpiter são geradas com a colisão de partículas com o campo magnético do planeta, da mesma forma que são criadas as que ocorrem na Terra. No entanto, há algumas diferenças — em Júpiter, as auroras são permanentes porque as partículas que as causam não são solares, como no caso da Terra, mas sim da lua Io.

A Io está constantemente a expelir dióxido de enxofre, que é imediatamente despojado através de uma complexa interação gravitacional com o planeta, tornando-se ionizado e formando um toro de plasma à sua volta. As partículas deste toro são enviadas ao longo das linhas do campo magnético até aos pólos.

Este processo cria raios X suaves e descobriu-se agora que raios X rígidos também são emitidos, apesar de serem fracos. A forma como estes são gerados explica porque é que a Ulysses ainda não os tinha encontrado.

Quando os eletrões são acelerados no campo magnético, entram na atmosfera de Júpiter a alta velocidade e são abruptamente desacelerados e desviados. A sua energia cinética é convertida depois em radiação X, um processo conhecido como bremsstrahlung.

Os raios X suaves são formados por um processo distinto, e os dois criam um perfil de luz diferente. Com energias mais altas, os raios X bremsstrahlung são mais fracos, o que pode explicar porque é que nunca foram detetados.

Os especialistas defendem a realização de mais estudos sobre os raios X das auroras de Júpiter para se saber mais detalhes sobre estas emissões e as suas fontes.

https://zap.aeiou.pt/enigmaticas-auroras-raios-x-jupiter-462811

 

Astrónomos encontram o primeiro asteroide quádruplo de sempre !

Asteroide Elektra com as suas três luas em órbita

Os astrónomos descobriram uma terceira lua em órbita do asteroide principal (130) Elektra, tornando-o no primeiro quádruplo alguma vez encontrado.

Segundo a Science News, o asteroide gigante Elektra foi descoberto pela primeira vez a 17 de fevereiro de 1873, pelo astrónomo Christian Peters do Observatório Litchfield.

Tem um diâmetro de 199 quilómetros e uma massa estimada em 7×1018 quilogramas.

A sua primeira lua foi descoberta em 2003 por uma equipa de astrónomos liderada por William Merline, através do telescópio Keck II, no Observatório Mauna Kea.

Designado como S/2003 (130) 1 ou S1, tem um diâmetro de 6 km e orbita a 1.300 km do asteroide pai, com um período de 5,3 dias.  

A segunda lua da Elektra, S/2014 (130) 1 ou S2, foi descoberta a 6 de dezembro de 2014, por uma equipa de investigação liderada por Bin Yang, utilizando a instalação SPHERE no Very Large Telescope da ESO.

Tem um diâmetro de cerca de 2 km e orbita o Elektra uma vez a cada 1,2 dias, a uma distância de 500 km.

“Descobrimos um novo satélite, S/2014 (130) 2 ou S3, a orbitar o Elektra, fazendo dele o terceiro satélite deste sistema“, realçou Anthony Berdeu, do Instituto Nacional de Investigação Astronómica da Tailândia e da Universidade de Chulalongkorn.

Através de uma nova técnica de redução de dados e um algoritmo dedicado, os autores do estudo publicado em fevereiro analisaram dados de arquivo de 2014 do instrumento SPHERE/IFS e modelaram a auréola do asteroide.

“As duas luas já conhecidas em torno da Elektra giram muito perto do asteroide e o S2 está quase enterrado na sua auréola”, explicaram os investigadores.

“A descoberta de uma lua ainda mais fraca e mais próxima implica uma cuidadosa estimativa e remoção desta auréola“, acrescenta a equipa, sobre a lua S3, com um período orbital de 0,679 dias e um diâmetro de 1,6 km.

“Ela gira dentro da órbita de S2 com um eixo semi-maior de 344 km e um período orbital de 0,679 dias em torno da primária“, afirmaram os astrónomos.

“Subsistem muitas incertezas relativamente à órbita de S3“, de acordo com a equipa de investigação.

“São necessários mais dados sobre S2 e S3, e um estudo mais aprofundado para resolver o problema do movimento dos satélites da Elektra”, dizem os investigadores.

“Contudo, a descoberta do primeiro sistema quádruplo de asteroides abre ligeiramente o caminho para a compreensão dos mecanismos de formação destes satélites”, concluem.

https://zap.aeiou.pt/astronomos-encontram-o-primeiro-asteroide-quadruplo-de-sempre-462806

 

VIH: Primeira mulher curada na História !


Transplante de sangue do cordão umbilical: “O facto de esta pessoa ser mestiça e ser mulher é muito importante”.

Uma equipa de cientistas e investigadores em Denver, Colorado (Estados Unidos da América) anunciou nesta terça-feira que curou uma mulher que tinha o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que origina a SIDA.

Até este anúncio já tinham sido divulgados dois casos de cura do vírus da SIDA. O primeiro caso foi o de Timothy Ray Brown, em 2007, graças a um transplante de medula óssea; Timothy acabou por morrer em 2020, devido a um cancro. O segundo caso foi o de Adam Castillejo, em 2016, igualmente depois de um transplante de medula óssea. O vírus desapareceu, mas os dois homens ficaram com efeitos colaterais graves.

Agora foi apresentado o caso de uma mulher, cujo nome e cuja idade não foram revelados, para já. Soube que era portador do VIH em 2013. A medicação foi mantendo os níveis de vírus em baixo. Em 2017, foi diagnosticada com leucemia mielóide aguda.

Neste processo não houve transplante de medula óssea. O método inovador foi um transplante de sangue do cordão umbilical de um dador parcialmente compatível – o que dá esperança para a cura de muitas pessoas, de etnias diferentes.

Os transplantes de medula óssea “obrigam” a que as células estaminais adultas sejam provenientes de uma pessoa com etnia semelhante ao paciente. Neste novo o processo o leque de opções será muito maior porque não há essa “necessidade” de relação étnica.

Além disso, um transplante de medula óssea pode originar consequências graves – tal como aconteceu com Timothy Ray Brown e com Adam Castillejo – porque é uma intervenção muito invasiva e arriscada.

Neste caso, e 14 meses depois do transplante, não há relato de qualquer efeito colateral grave. Nem há indícios de que o VIH continua no sangue da paciente, e não parece ter anticorpos detectáveis para o vírus.

A mulher recebeu ainda sangue de um parente próximo, para o seu corpo ter defesas imunológicas temporárias, enquanto o transplante acontecia. Saiu do hospital 17 dias depois da intervenção.

“O facto de ela ser mestiça e ser mulher é muito importante cientificamente e muito importante em termos de impacto na comunidade”, comentou o especialista Steven Deeks, citado pelo jornal The New York Times.

A maioria dos casos de VIH surge em mulheres, mas o sexo feminino entra em apenas 11% dos ensaios de cura.

Quase 38 milhões de pessoas vivem com SIDA. Há medicamentos que “suavizam” os efeitos do vírus, mas continua a não haver uma cura generalizada e eficaz.

https://zap.aeiou.pt/sida-primeira-mulher-curada-na-historia-462943

 

Bola de fogo avistada em quase toda a Península Ibérica a 54 mil quilómetros por hora !

Uma bola de fogo percorreu a 54 mil quilómetros por hora, na noite de segunda-feira, o céu sobre a região espanhola da Andaluzia e, devido à sua alta luminosidade, esteve visível em quase toda a Península Ibérica.

Uma bola de fogo foi avistada no céu sobre a região espanhola da Andaluzia, na noite de segunda-feira.

Segundo adiantou à Cadena Ser o astrónomo Jose Maria Madiedo, do projeto SMART do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC), a bola de fogo foi causada por um meteorito, que terá entrado na atmosfera terrestre a cerca de 54 mil quilómetros por hora.

“Esta é uma velocidade enorme, a rocha tornou-se incandescente e converteu-se numa bola de fuego”, explicou o perito.

Segundo o astrónomo andaluz, a bola de fogo foi registada por volta das 22h (21h em Lisboa) de 14 de Fevereiro, com um brilho semelhante ao de Lua cheia.

Devido à sua alta luminosidade, esta pôde ser vista em quase toda a Península Ibérica, principalmente pelos habitantes de toda a região da Andaluzia, em Espanha.

A rocha vinda do espaço, ao colidir com a atmosfera a uma velocidade enorme, ficou incandescente, gerando assim uma bola de fogo, que teve início a cerca de 82 quilómetros acima da localidade de Las Escuelas, província de Jaén, na Andaluzia.

A partir deste ponto, avançou em direção a leste e extinguiu-se a cerca de 48 quilómetros acima da localidade de Larva, na mesma província.

“A rocha entrou na atmosfera terrestre na vertical, sobre Las Escuelas, em Baeza, onde se começou a ver a bola de fogo, que avançou para o sudeste da região, até que se começou a destruir, tendo-se desintegrado completamente“, explicou Jose Maria Madiedo. “Não restou nada da rocha, desapareceu acima da região de Larva”.

Os detetores do projeto SMART operam no âmbito da Rede Meteorológica e de Observação da Terra do Sudoeste da Europa (SWEMN), que visa monitorizar continuamente o céu, com o intuito de registar e estudar o impacto na atmosfera terrestre de rochas de diferentes objetos do Sistema Solar.

https://zap.aeiou.pt/bola-de-fogo-avistada-em-quase-toda-a-peninsula-iberica-a-54-mil-quilometros-por-hora-462903

 

O núcleo da Terra não é sólido - É superiónico !


O modelo clássico do interior do nosso planeta estipula que a Terra tem um núcleo externo líquido e um núcleo interno sólido, mas há cada vez mais indícios de que pode não ser bem assim.

A equipa de He Yu, do Instituto de Geoquímica da Academia Chinesa das Ciências (IGCAS), descobriu que o núcleo interno da Terra não é um sólido normal.

Segundo explica o Tech Explorist, é formado e cresce devido à solidificação do ferro líquido no limite interno do núcleo. Contudo, esse núcleo interno é menos denso do que o ferro puro, devido à presença de que alguns elementos leves.

A presença desses materiais faz com que o núcleo interno da Terra não seja um sólido normal: é composto por uma sub-rede de ferro sólido e elementos leves, que se comportam de modo semelhante a líquidos, formando o que é conhecido como “estado superiónico”, um estado intermédio entre o sólido e o líquido.

A equipa usou simulações computacionais de alta pressão e alta temperatura baseadas na teoria da mecânica quântica e descobriu que algumas ligas Fe-H, Fe-C e Fe-O se transformaram num estado superiónico nas condições do núcleo interno da Terra.

Nas ligas de ferro superiónicas, os elementos leves ficam desordenados e difundem-se como um líquido na rede cristalina, enquanto os átomos de ferro permanecem ordenados e vibram em torno da sua rede, formando a estrutura sólida de ferro.

Os coeficientes de difusão do carbono, hidrogénio e oxigénio (C, H e O) nas ligas de ferro superiónicas são os mesmos que no ferro líquido.

“É bastante anormal. A solidificação do ferro no limite do núcleo interno não altera a mobilidade desses elementos leves, e a convecção dos elementos leves é contínua no núcleo interno”, explicou Yu He.

No âmbito desta investigação, a equipa também calculou as velocidades sísmicas nas ligas de ferro superiónicas e identificou uma diminuição significativa na velocidade das ondas de cisalhamento.

“Os nossos resultados encaixam com as observações sismológicas. São os elementos semelhantes a líquidos que fazem o núcleo interno amolecer”, disse Shichuan Sun, coautor do artigo científico, recentemente publicado na Nature.

https://zap.aeiou.pt/nucleo-da-terra-nao-e-solido-462579

 

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...